segunda-feira, dezembro 04, 2006

Praga por um canudo e o regresso a Lisboa

Paris, Paris, Paris.
Para mim, Paris tem um encanto enorme. Sempre. Em cada esquina. Mesmo quando chove a potes e está um frio de rachar. Não é pela porcaria da Torre e, seguramente, muito menos pelo Louvre. É pelo ar que se respira.
Foi hilariante andar a ver vibradores enormes (acho eu que mais prórios para empalamento do que para... enfim...), foi poético passear pelos Champs, foi simpático ter comprado a minha mala (eu que chorei de raiva por causa do cartão multinanco não passar e por pensar que não a iria trazer).
O melhor, todavia, foi ter ido com aquelas pessoas. O João. A Patrícia. A Mónica. O Sérgio.
Paris nunca será o mesmo se for sem eles. Por eles são do melhor que se pode ter.

(Praga foi-se. Data errada. Julgamento sem hipótese de substabelecer - aquele julgamento é tão caótico que eu própria já nem percebo nada daquilo. Graças a deus, o Pedro também já não, de modo que é empate.)

(O regresso a Lisboa foi durinho. Julgamento o dia todo e eu a ressentir-me do fim-de-semana e de alguma tensão. Acho que o médico me tinha aconselhado a não apanhar chuva... É difícil estar numa cadeira com um ar muito concentrado quando corpo me pede que esteja de cama. Mas ainda dei por mim a sorrir. Lá se foi o meu ar supostamente impenetrável.)

1 comentário:

Anónimo disse...

Já fui a Paris com muitas pessoas diferentes. Que me lembre, teremos ido os dois duas ou três vezes, sempre em cima do Natal ou do fim-de-ano. Os anos passam e mesmo as melhores recordações acabam por se desvanecer. Lendo o que escreveu, lembrei-me de si, dez anos mais nova, de casaco de peles castanho, fascinada com as luzes.
É uma boa imagem. Significa que ainda há risos inocentes e desinteressados.
M.