Lá fomos nós. Primeiro ao Movies. Uma passagem (para esquecer) ao Maxime.
A sugestão da Filipa, fomos parar a uma coisa que se chama Maria Lisboa. Mal entrei dei com um rapazinho muito ao estilo do David Mot (t)a a dançar em tronco nú em cima de uma coluna.
Ao lado, estava uma alminha, de botas até ao joelho, um top onde as mamas não cabiam e uma saia que mal tapava o rabo (com o pormenor que, consoante a música, levantava a saia...).
Fufas por todo o lado, daquelas típicas, com ar de camionistas.
Olho à minha volta e só consigo pensar :"com o meu ar betinho, vão chamar-me um figo...". Decidimos subir ao primeiro andar. Nuns sofás, um casalinho de rapazes (em que um deles não tinha sequer 14...) beijava-se.
Vi o circo durante meia hora e decidi ir-me embora. Quando desci, levei logo dois apalpões de uma criatura que faria inveja a um qualquer taxista típico. De tal forma que eu, que sempre dei estalos nos rapazes que faziam o mesmo, decidi ficar sossegada e sair dali.
A Filipa decidiu assumir-se finalmente e, à despedida, estava aos beijos a uma mulher qualquer (por um lado, durante dez anos ninguém acreditou em mim; por outro, tinha de haver alguma explicação para irmos para ali...).
Enfim... Eu, a Ana Carla e o Mike acabámos no velho Plateau. Nunca falha.
E, agora, estou com uma contispação brutal.
Raios partam o Maria Lisboa!
domingo, dezembro 23, 2007
quinta-feira, dezembro 20, 2007
É natal
Eu odeio o Natal. Cada vez que se aproxima o dia 24, a vontade que tenho é de me enfiar num buraco e só sair de lá no dia 26.
(Recordo sempre as mesmas imagens: eu, de saia por debaixo do rabo, a fumar cigarros e a passear com o Tiago Duarte na Av. de Roma, ambos com catorze, no dia 24 de Dezembro de 1991; a música do White Christmas a tocar na tv, no último Natal da minha avó Mila).
Faço um esforço do tamanho do mundo e tento sorrir. O tempo todo.
Como o demais na vida, tudo passa. Até a porcaria do Natal.
(Recordo sempre as mesmas imagens: eu, de saia por debaixo do rabo, a fumar cigarros e a passear com o Tiago Duarte na Av. de Roma, ambos com catorze, no dia 24 de Dezembro de 1991; a música do White Christmas a tocar na tv, no último Natal da minha avó Mila).
Faço um esforço do tamanho do mundo e tento sorrir. O tempo todo.
Como o demais na vida, tudo passa. Até a porcaria do Natal.
E o segredo de justiça?
Leio também que "Porém, Ferro explicou que esta informação foi recebida sem que lhe atribuísse relevância especial e que só quando o fiscalista Saldanha Sanches (casado com procuradora do Ministério Público Maria José Morgado) o abordou acerca do mesmo tema, tomou «medidas de protecção».
E pergunto-me: isto não é uma confissão expressa de que a Dr.ª Maria José Morgado violou o segredo de justiça?
E pergunto-me: isto não é uma confissão expressa de que a Dr.ª Maria José Morgado violou o segredo de justiça?
Shame on you, Mister Fernandes - take II
A propósito do livro branco, leio "O mesmo documento, com um total de 140 páginas, propõe ainda o fim da majoração das férias, uma maior vigilância dos falsos recibos verdes, um aceleramento nos processos de despedimento (menos burocracia).".
Menos burocracia? Mas ele está a referir-se concretamente a quê?!
A duas cartinhas, enviadas com AR, numa extinção do posto de trabalho? A um procedimento meramente formal, em que a única coisa que releva são as actas, num qualquer despedimento colectivo?
Lê-se cada coisa...
E aumento do período normal de trabalho para 50 horas? Será que o Professor Monteiro Fernandes alguma vez trabalhou cinquenta horas semanais na vida? Se hoje o limite são oito e se trabalham catorze, aumentando tal limite...
Menos burocracia? Mas ele está a referir-se concretamente a quê?!
A duas cartinhas, enviadas com AR, numa extinção do posto de trabalho? A um procedimento meramente formal, em que a única coisa que releva são as actas, num qualquer despedimento colectivo?
Lê-se cada coisa...
E aumento do período normal de trabalho para 50 horas? Será que o Professor Monteiro Fernandes alguma vez trabalhou cinquenta horas semanais na vida? Se hoje o limite são oito e se trabalham catorze, aumentando tal limite...
terça-feira, dezembro 18, 2007
Cavaco descobriu a pólvora...
«O desemprego é um fenómeno preocupante ao nível do país. Mas hoje não quero misturar essas situações [do desemprego] com outras a que chamei de exclusão social extrema», afirmou Cavaco Silva, depois de visitar a Casa de Saúde da Idanha, do Instituto das Irmãs Hospitaleiras. «O desemprego pode conduzir, de facto, a algumas situações extremas, mas cada coisa a seu tempo», concluiu.
Cada coisa a seu tempo?!!! A tempo de quem? Dos milhares que estão no desemprego?
Cada coisa a seu tempo?!!! A tempo de quem? Dos milhares que estão no desemprego?
O homem dos olhos azuis.
Lembro-me perfeitamente do primeiro beijo.
Quando se tem vinte anos e se é beijada por uma pessoa assim fica-se sempre na dúvida se fomos nós que subimos a escadaria ou se, ao invés, foi o outro que a desceu.
Desse esse momento até agora, muito mudou.
Principalmente os meus sentimentos e a forma como me relaciono com o mundo.
E com ele.
Mas eu tenho memória. E a minha memória não esquece o muito que ele fez por mim.
Ao ouvir a voz no meu gravador, recordei velhos tempos. Como ele bem disse, foram tempos infeliz com coisas muito boas.
Nunca mais os poderemos repetir. Ambos sabemos isso. Aqueles tempos tinham um encanto que se desvaneceu. Não por nossa culpa mas pela própria voragem do tempo.
Isso não é trágico. É, apenas, o curso da vida. Trinta anos são uma imensidão.
Temos as bases para uma enorme amizade.
No fundo, nada mais permanece.
Obrigada.
Foi um principe, sem ser Maquiavel.
Quando se tem vinte anos e se é beijada por uma pessoa assim fica-se sempre na dúvida se fomos nós que subimos a escadaria ou se, ao invés, foi o outro que a desceu.
Desse esse momento até agora, muito mudou.
Principalmente os meus sentimentos e a forma como me relaciono com o mundo.
E com ele.
Mas eu tenho memória. E a minha memória não esquece o muito que ele fez por mim.
Ao ouvir a voz no meu gravador, recordei velhos tempos. Como ele bem disse, foram tempos infeliz com coisas muito boas.
Nunca mais os poderemos repetir. Ambos sabemos isso. Aqueles tempos tinham um encanto que se desvaneceu. Não por nossa culpa mas pela própria voragem do tempo.
Isso não é trágico. É, apenas, o curso da vida. Trinta anos são uma imensidão.
Temos as bases para uma enorme amizade.
No fundo, nada mais permanece.
Obrigada.
Foi um principe, sem ser Maquiavel.
sábado, dezembro 15, 2007
E as dores também...
Andava toda contente.
Durante três semanas inteiras nem um Voltaren tomei.
Nada!
Sexta até conduzi ida e volta a Cantanhede.
Agora, acabou-se! Estão de volta.
(entre a Marta Rebelo e as dores hesito. Acho que prefiro as dores. Ainda não cheguei à conclusão acerca do que acaba com a primeira. Um pano encharcado nas trombas?)
Durante três semanas inteiras nem um Voltaren tomei.
Nada!
Sexta até conduzi ida e volta a Cantanhede.
Agora, acabou-se! Estão de volta.
(entre a Marta Rebelo e as dores hesito. Acho que prefiro as dores. Ainda não cheguei à conclusão acerca do que acaba com a primeira. Um pano encharcado nas trombas?)
Ela voltou.
"E, meu caro senhor, poderá ter a certeza de que ninguém escreve tudo o que quer. O que, no limite, significa que escrevo o que quero."
Marta Rebelo dixit
Pior que tudo, aparece na capa do Expresso. Que maçada. Ia vomitando logo de manhã.
Marta Rebelo dixit
Pior que tudo, aparece na capa do Expresso. Que maçada. Ia vomitando logo de manhã.
Metro para os camelos.
O nosso Ministro Mário Lino achava que a outra margem era um deserto, pelo que não devia ter aeroporto.
Já quanto ao metro, parece que concorda.
Daqui retiro a seguinte conclusão: Mário Lino acha que o metro é para os camelos.
Já quanto ao metro, parece que concorda.
Daqui retiro a seguinte conclusão: Mário Lino acha que o metro é para os camelos.
O sofá
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Olha quem são eles...
http://saudesa.blogspot.com/2007/12/o-caso-amadora-sintra.html
São aqueles que, por defender dois médicos, me proibiram de entrar no Fernando Fonseca, o que abrange também as urgências.
E são os mesmos que me atendem bem na CUF porque são burros e não percebem que sou a mesma.
Esses.
São aqueles que, por defender dois médicos, me proibiram de entrar no Fernando Fonseca, o que abrange também as urgências.
E são os mesmos que me atendem bem na CUF porque são burros e não percebem que sou a mesma.
Esses.
Os partidos ditos pequenos
Contrariamente ao que alguns têm a mania de andar para aí a fazer crer, não pertenço a nenhum partido político.
Tenho, claro, uma ligação afectiva ao MRPP, considero-me na esmagadora maioria dos assuntos de esquerda mas filosoficamente sou existencialista marxista. Partilho de uma visão negativa da natureza humana (o homem como lobo do homem...) e, por tal motivo, nunca poderia ser comunista.
Posto isto, não percebo a implicância com os partidos com menos militantes. Não usam dinheiro público. Não lançam mãos de recursos alheios. Têm um papel importante.
Cada vez mais este país me parece muito pouco democrático.
Tão pouco que assusta.
Há ditadores que chegaram lá por menos.
Tenho, claro, uma ligação afectiva ao MRPP, considero-me na esmagadora maioria dos assuntos de esquerda mas filosoficamente sou existencialista marxista. Partilho de uma visão negativa da natureza humana (o homem como lobo do homem...) e, por tal motivo, nunca poderia ser comunista.
Posto isto, não percebo a implicância com os partidos com menos militantes. Não usam dinheiro público. Não lançam mãos de recursos alheios. Têm um papel importante.
Cada vez mais este país me parece muito pouco democrático.
Tão pouco que assusta.
Há ditadores que chegaram lá por menos.
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Governo tem plano de combate ao desemprego
Como não quero limitar-me a tecer críticas negativas, aqui fica a notícia da mais recente medida do Governo de Sócrates para combater o desemprego.
(Mas este não é o irmão do outro? E, de caminho, € 20.000,00 mensais pagam quantos juristas da Administração Pública?)
(Mas este não é o irmão do outro? E, de caminho, € 20.000,00 mensais pagam quantos juristas da Administração Pública?)
O que vai nessa cabeça...
O senador democrata Joseph Biden, que, um dia depois de anunciar a sua pré-candidatura à Casa Branca, tentou elogiar Barack Obama chamando-o de «negro limpo». «É a primeira figura pública afro-americana que é articulada, inteligente, limpa e tem boa-pinta», declarou Biden, em Fevereiro.
Coragem, coragem, era ter vindo a Lisboa dizer esta bela porcaria.
Assim como assim, não tinha de se preocupar. Direitos Humanos?! No pasa nada.
Coragem, coragem, era ter vindo a Lisboa dizer esta bela porcaria.
Assim como assim, não tinha de se preocupar. Direitos Humanos?! No pasa nada.
Coerência
A Polónia não aceitou incluir a Carta dos Direitos Humanos mas aceita assinar o Tratado de Lisboa.
Claro! Direitos Humanos, está quieto. Agora o Tratado de Lisboa... tudo bem.
Está tudo dito. E os outros concordam.
Está bom de ver porque é que o Mugabe curte Lisboa. Afinal não é só por causa dos gays. Em Lisboa assinam-se coisas sem se aceitarem a Carta dos Direitos Humanos.
Claro! Direitos Humanos, está quieto. Agora o Tratado de Lisboa... tudo bem.
Está tudo dito. E os outros concordam.
Está bom de ver porque é que o Mugabe curte Lisboa. Afinal não é só por causa dos gays. Em Lisboa assinam-se coisas sem se aceitarem a Carta dos Direitos Humanos.
terça-feira, dezembro 11, 2007
Durão Baroso dixit
«Estou muito satisfeito por dizer que Lisboa está a funcionar. A Estratégia está agora a resultar», declarou.
É por isso que fugiu. Bem vistas as coisas, acabou por não explicar em que consiste a tal estratégia.
Talvez, como diz o outro, somos bons a afugentar gays (bom, isso não; está à vista). Ou, então, é um novo slogan, estilo Allgarve. Mesmo sem dinheiro, Lisboa funciona. Já quase não temos luzes de Natal. Até a comida dos sem-abrigo roubam. Mas, estilo gauleses, ainda resistimos. Ainda funciona, pasme-se. E ele está satisfeito.
Pudera. Não mora cá.
É por isso que fugiu. Bem vistas as coisas, acabou por não explicar em que consiste a tal estratégia.
Talvez, como diz o outro, somos bons a afugentar gays (bom, isso não; está à vista). Ou, então, é um novo slogan, estilo Allgarve. Mesmo sem dinheiro, Lisboa funciona. Já quase não temos luzes de Natal. Até a comida dos sem-abrigo roubam. Mas, estilo gauleses, ainda resistimos. Ainda funciona, pasme-se. E ele está satisfeito.
Pudera. Não mora cá.
Faltas injustificadas
Se eu for trabalhador dependente e assinar o ponto com hora diferente daquela em que efectivamente o fiz o mais provável... é acabar Primeiro-ministro do Reino Unido.
Sintonias
Mugabe diz que é democrata.
Sócrates diz que não é autoritário.
Hum... Atendendo a que andaram a apertar as mãos numa coisa que diz que foi uma cimeira, será que se pode confiar em ambos?
E, já agora, publicar uma foto de ambos a apertarem as mãos numa notícia onde esse vulto elogia Portugal porque afastou gays não é um pouco... estranho?!
Caso para dizer: not quite.
Sócrates diz que não é autoritário.
Hum... Atendendo a que andaram a apertar as mãos numa coisa que diz que foi uma cimeira, será que se pode confiar em ambos?
E, já agora, publicar uma foto de ambos a apertarem as mãos numa notícia onde esse vulto elogia Portugal porque afastou gays não é um pouco... estranho?!
Caso para dizer: not quite.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Portugal no seu melhor III
A Portaria n.º 1298/2007, de 2 de Outubro, estabelece o seguinte:
«Artigo 3.º
Entrada em vigor e produção de efeitos
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e produz efeitos desde 24 de Setembro de 2007.»
«Artigo 3.º
Entrada em vigor e produção de efeitos
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e produz efeitos desde 24 de Setembro de 2007.»
Diz um socialista
"Nós os europeus já percebemos, os africanos estão a perceber...".
"O direitos humanos são fonte de embaraço para os negócios da europa"
Hum... Isto diz não o Jovem do PNR mas o Sérgio Sousa Pinto.
"O direitos humanos são fonte de embaraço para os negócios da europa"
Hum... Isto diz não o Jovem do PNR mas o Sérgio Sousa Pinto.
Calem-se todos!
Nunca pensei estar solidária com o Rei de Espanha.
Perante o lixo em que a Ordem se está a tornar, só tenho vontade de os mandar calar a todos.
Perante o lixo em que a Ordem se está a tornar, só tenho vontade de os mandar calar a todos.
domingo, dezembro 09, 2007
sábado, dezembro 08, 2007
Saltos Altos
Relembrado pelo Nuno há uma semana atrás.
Uma noite entre tantas, consta que no Armazém F. Altas horas da manhã.
Dizem algo que me desagrada e eu decido ir-me embora, sozinha e a pé. Vou sempre em frente, muito despachada.
O Miguel, o Henrique e o Nuno metem-se no carro. Eu continuo.
O Nuno sai do carro. Pergunto-lhe se me vai seguir muito tempo. Ele responde que sim.
Eu persisto.
A dada altura, o Nuno diz-me: estás de saltos altos. Vais estragá-los.
Olho para os sapatos e respondo:tens razão.
Entro no carro.
Era bom que os únicos dilemas da vida fossem estes.
Uma noite entre tantas, consta que no Armazém F. Altas horas da manhã.
Dizem algo que me desagrada e eu decido ir-me embora, sozinha e a pé. Vou sempre em frente, muito despachada.
O Miguel, o Henrique e o Nuno metem-se no carro. Eu continuo.
O Nuno sai do carro. Pergunto-lhe se me vai seguir muito tempo. Ele responde que sim.
Eu persisto.
A dada altura, o Nuno diz-me: estás de saltos altos. Vais estragá-los.
Olho para os sapatos e respondo:tens razão.
Entro no carro.
Era bom que os únicos dilemas da vida fossem estes.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Como é que o Santana não se lembrou disto?
Bolas. Explicava tudo.
Mesmo a derrota de há uns tempinhos atrás.
Mesmo a derrota de há uns tempinhos atrás.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Pena...
Entro aqui, com o mesmo ar de sempre, como se nada fosse.
Deparo-me com o mutismo destas almas, como se a má desta história - que nem sequer é minha - fosse eu. E, somando o que já sei, imagino o resto.
A que se intitula louca fez aqui uma cena de faca e de alguidar na sexta-feira. E quem é que lhe foi tomar as dores? Ah, pois.
A meio da tarde vou ao blogue e deparo-me com um enorme absurdo, escrito com uma pesudo-ironia de algibeira.
A única coisa que me deixa profundamente triste é saber que a sua nova amiga do peito foi a mesma que lhe diagnosticou o mal. E fê-lo à frente de várias pessoas, numa conversa onde eu estive presente mas em que praticamente não tive intervenção. E a que tive foi para desviar a conversa.
Mas é mais fácil e mais cómodo colocar-me o rótulo a mim. Claro que é. Principalmente quando se busca solução e resposta para tantos erros.
Sou, portanto, eu a culpada. A culpada de dizerem que é ninfomaníaca.
Seja.
A única felicidade é eu saber que vocês as duas se merecem. Merecem-se tanto que nada mais posso desejar do que uma longa, longa amizade.
Agora sim consegui ficar verdadeiramente enojada com esta conversa.
Deixa-me em paz.
Achava que me conhecias melhor do que isso.
Deparo-me com o mutismo destas almas, como se a má desta história - que nem sequer é minha - fosse eu. E, somando o que já sei, imagino o resto.
A que se intitula louca fez aqui uma cena de faca e de alguidar na sexta-feira. E quem é que lhe foi tomar as dores? Ah, pois.
A meio da tarde vou ao blogue e deparo-me com um enorme absurdo, escrito com uma pesudo-ironia de algibeira.
A única coisa que me deixa profundamente triste é saber que a sua nova amiga do peito foi a mesma que lhe diagnosticou o mal. E fê-lo à frente de várias pessoas, numa conversa onde eu estive presente mas em que praticamente não tive intervenção. E a que tive foi para desviar a conversa.
Mas é mais fácil e mais cómodo colocar-me o rótulo a mim. Claro que é. Principalmente quando se busca solução e resposta para tantos erros.
Sou, portanto, eu a culpada. A culpada de dizerem que é ninfomaníaca.
Seja.
A única felicidade é eu saber que vocês as duas se merecem. Merecem-se tanto que nada mais posso desejar do que uma longa, longa amizade.
Agora sim consegui ficar verdadeiramente enojada com esta conversa.
Deixa-me em paz.
Achava que me conhecias melhor do que isso.
domingo, dezembro 02, 2007
Um cigarro ao domingo...
Ainda estou em recuperação de sexta.
O meu pai perdeu as eleições.
Pior do que isso, perdi uma amiga. Diz ela que já a tinha perdido antes. Eu acredito que foi dia 30.
Chorei que me fartei. Por tudo. Porque estou muito cansada. Porque não foi, de todo, esta vida que planeei para mim. Porque me sinto muito perdida. Porque a tentação que tenho é voltar ao meu casulo, feito de livros, canetas, música e roupas a condizer, e não sair mais.
Fumo, agora, mais um cigarro. É Domingo. Vem aí mais uma semana.
Que medo...
O meu pai perdeu as eleições.
Pior do que isso, perdi uma amiga. Diz ela que já a tinha perdido antes. Eu acredito que foi dia 30.
Chorei que me fartei. Por tudo. Porque estou muito cansada. Porque não foi, de todo, esta vida que planeei para mim. Porque me sinto muito perdida. Porque a tentação que tenho é voltar ao meu casulo, feito de livros, canetas, música e roupas a condizer, e não sair mais.
Fumo, agora, mais um cigarro. É Domingo. Vem aí mais uma semana.
Que medo...
Subscrever:
Mensagens (Atom)






