segunda-feira, fevereiro 07, 2011

No meu mundo real...

A (s) história (s) sucede (m)-se. Mais um desgosto. Mais umas lágrimas. Mais uma incomensurável (des)ilusão.
Confesso que nem sei exactamente como é que ainda me aguento em pé com um ar minimamente digno. Como é que ergo esta fachada tão sólida. Como é que me consigo reconstruir por fora, enquanto estou em destroços por dentro.
A verdade é que estou cá, não obstante o imenso frio que me gela. Se pudesse mudar quase tudo na minha vida não hesitava. Os meus dias podem ser de pasto para literatura mas é duro viver nesta redoma, onde todos chegam e só eu não consigo sair.
Acima de tudo, tenho imensa pena de mim própria. Se é verdade que, aos 14 anos e à laia de Cassandra, antecipei tudo, também é que houve momentos em que acreditei. Acreditei que merecia ser feliz. Acreditei que tinha direito a amar. E foi justamente esse sonho que me trouxe sempre a infelicidade. Sempre.