O João Pedro é músico e, desde sempre, eu simpatizo muito com ele. Enfim... Eu gosto de "artistas", como tenho demonstrado muitas vezes.
Depois de termos perdido uma batalha, chamei-o cá. Ele veio e trouxe aquelas gargalhadas que o caracterizam e que eu deliro. Falou-se do ensino. Ambos estivemos sem receber. Eu contei-lhe que, no auge da loucura, me virei para um Administrador que me odiava de morte e, entre outras, disse-lhe que eu estava mais à frente, já não se tratava de dar aulas borla porque eu já pagava para as dar, numa alusão a ter pago as propinas de dois alunos que eles não queriam deixar entrar na sala de aula para fazer exame.
Muita gente, naquela altura e naquele contexto, achou a minha postura de gozar perdidamente com a cara deles delirante. Eu própria achava muita graça a muita coisa que fui fazendo, entre as quais ter dito à mesma alma que não via grandes consequências em ser despedida porque, assim como assim, eles não pagavam mesmo...
O João Pedro fez melhor: escreveu que, já que pagava para dar aulas, queria constar da lista de patrocinadores. Pois é... Isto sim, é classe.
E nem posso copiar. Não é que agora eles pagam de livre iniciativa e sem berros. Bolas... Não me deixam brincar...
quinta-feira, outubro 26, 2006
terça-feira, outubro 24, 2006
Depois dos trinta...
Eu viro-me para ele e indago:
" Ao menos a gaja é inteligente?".
Ele responde: "Óh R., tem dó. Quem gosta de interiores são os decoradores".
" Ao menos a gaja é inteligente?".
Ele responde: "Óh R., tem dó. Quem gosta de interiores são os decoradores".
sexta-feira, outubro 13, 2006
É Já amanhã.
O Rodrigo, o meu amigo Rodrigo, vai-se casar. Pela igreja, com copo de água convencional e tudo.
O Rodrigo é uma daquelas almas de que eu gosto muitíssimo. O que se ri de tudo e dele próprio. O que me faz rir sem parar. Acendemos cigarros, bebemos cafés a um ritmo estonteante, destilamos histórias antigas e recentes. Como sucede com grande parte dos meus amigos, o Rodrigo é do PSD. Ferrenho. De todos eles, foi o que subiu mais alto. Mas é a simplicidade em pessoa. Ele goza com o mundo que escolheu e faz a sátira desses medíocres num ápice.
A noite de ontem - e o esforço que eu fiz para ir ao Bar do Guincho! - foi memorável e devolveu-me alguma daquela alegria de viver que, por vezes - se calhar, por demasiadas vezes - me escapa. Fez-se um barrulho enorme. Risos e gargalhadas a alto e bom som. Asneirada da grossa e toda a sorte de palavrões. Outra das virtualidades dele é que eu me sinto liberto para dizer o que penso. E falamos de igual para igual. Com palavrões de meia-noite. E há outra forma de falar, com sinceridade, de política?!
Obrigada, Rodrigo. Não por me teres convidado para o teu casamento mas por me deixares entrar na tua vida.
E, como é óbvio, que o teu sorriso se mantenha. Para sempre.
O Rodrigo é uma daquelas almas de que eu gosto muitíssimo. O que se ri de tudo e dele próprio. O que me faz rir sem parar. Acendemos cigarros, bebemos cafés a um ritmo estonteante, destilamos histórias antigas e recentes. Como sucede com grande parte dos meus amigos, o Rodrigo é do PSD. Ferrenho. De todos eles, foi o que subiu mais alto. Mas é a simplicidade em pessoa. Ele goza com o mundo que escolheu e faz a sátira desses medíocres num ápice.
A noite de ontem - e o esforço que eu fiz para ir ao Bar do Guincho! - foi memorável e devolveu-me alguma daquela alegria de viver que, por vezes - se calhar, por demasiadas vezes - me escapa. Fez-se um barrulho enorme. Risos e gargalhadas a alto e bom som. Asneirada da grossa e toda a sorte de palavrões. Outra das virtualidades dele é que eu me sinto liberto para dizer o que penso. E falamos de igual para igual. Com palavrões de meia-noite. E há outra forma de falar, com sinceridade, de política?!
Obrigada, Rodrigo. Não por me teres convidado para o teu casamento mas por me deixares entrar na tua vida.
E, como é óbvio, que o teu sorriso se mantenha. Para sempre.
Esta ainda sou eu?!
(Não tenho tempo para falar do Rodrigo. Terá de aguardar por dias com menos papeis à frente...)
Ontem, no bar do Guincho, o Rodrigo exclama a alto e bom som:
"Nunca me deitei com gajas feias mas já acordei ao lado de muitas...". Faz os elogios habituais, diz a quem nunca me viu que eu era o objecto de desejo de grande parte da comunidade masculina (um imenso exagero), goza com os meus ex serem do PSD e proclama que eu era a estrela das festas à noite. A conversa segue para as tralhas que as mulheres usam e, claro!, acabou em mim. Ele faz a pergunta óbvia - ainda te reconheces por detrás disso tudo? Eu sorri e disse : "Mas eu sou isto tudo".
E sou. A pergunta é o que aconteceu à outra, a de olhos e cabelos castanhos, mais dez quilos em cima e uma timidez terrível? Não sei. Não é vista há muito tempo.
Ontem, no bar do Guincho, o Rodrigo exclama a alto e bom som:
"Nunca me deitei com gajas feias mas já acordei ao lado de muitas...". Faz os elogios habituais, diz a quem nunca me viu que eu era o objecto de desejo de grande parte da comunidade masculina (um imenso exagero), goza com os meus ex serem do PSD e proclama que eu era a estrela das festas à noite. A conversa segue para as tralhas que as mulheres usam e, claro!, acabou em mim. Ele faz a pergunta óbvia - ainda te reconheces por detrás disso tudo? Eu sorri e disse : "Mas eu sou isto tudo".
E sou. A pergunta é o que aconteceu à outra, a de olhos e cabelos castanhos, mais dez quilos em cima e uma timidez terrível? Não sei. Não é vista há muito tempo.
terça-feira, outubro 10, 2006
Ainda a história... ou as histórias
" H - De que adianta ser intelectual? Aposto que o James Joyce não sabia consertar uma tomada.
B- Não digas barbaridades."
" H- Mas porque é que fazes tanta questão de, uma vez morta, ires para o jazigo da tua família, nessa ilha perdida no meio de nada?
B- Porque busco na minha morte a privacidade que nunca tive em vida. Percebes isso ou devo fazer um desenho?".
B- Não digas barbaridades."
" H- Mas porque é que fazes tanta questão de, uma vez morta, ires para o jazigo da tua família, nessa ilha perdida no meio de nada?
B- Porque busco na minha morte a privacidade que nunca tive em vida. Percebes isso ou devo fazer um desenho?".
terça-feira, outubro 03, 2006
E já agora...
Uma tem, entre outros, o encanto de, sendo uma amiga, conseguir ter sempre novidades.
Uma vida pautada por uma originalidade constante que a torna uma excelente protagonista de qualquer história que se queira contar. Eu passo pela sala dela, acendo um cigarro, praguejo contra o mundo, as notificações e "a maluca das Caldas". Ela devolve-me histórias inacreditáveis.
A outra... A outra é a tal loira. E eu começo a gostar dela.
A vida é mesmo um jogo. Espero que seja de xadrez que as "damas" entediam-me. Nem todas gostamos de gajas... E eu sou daquelas que nem preciso de experimentar para saber isso.
Uma vida pautada por uma originalidade constante que a torna uma excelente protagonista de qualquer história que se queira contar. Eu passo pela sala dela, acendo um cigarro, praguejo contra o mundo, as notificações e "a maluca das Caldas". Ela devolve-me histórias inacreditáveis.
A outra... A outra é a tal loira. E eu começo a gostar dela.
A vida é mesmo um jogo. Espero que seja de xadrez que as "damas" entediam-me. Nem todas gostamos de gajas... E eu sou daquelas que nem preciso de experimentar para saber isso.
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