Agora que a animação se foi, deparo-me comigo mesma a cada passo. Tenho plena consciência que a ideia de ficar aqui sozinha foi um teste à minha capacidade de me manter de pé.
Fecho os olhos e penso "vai tudo correr bem". Quando os abro, nem sempre acredito.
Não quero ir para Lisboa mas também já não me apetece estar aqui.
sexta-feira, agosto 28, 2009
quinta-feira, agosto 27, 2009
quarta-feira, agosto 26, 2009
Eu e Porto-Santo - agora as cenas com piada
Falhou-me esta.
Vou ao Inferno (era um bar interessante e tinha a vantagem de ser muito perto de casa) e peço uma coisa muito complexa: um prego no bolo do caco.
Volvidos 50 minutos, chega-me uma cena com carne clara.
Eu, que detesto porco, pergunto:"Que carne é esta?"
Resposta:"Porco. Não tinha carne de vaca, fiz um prego de porco".
Palavras para quê?!!!
Vou ao Inferno (era um bar interessante e tinha a vantagem de ser muito perto de casa) e peço uma coisa muito complexa: um prego no bolo do caco.
Volvidos 50 minutos, chega-me uma cena com carne clara.
Eu, que detesto porco, pergunto:"Que carne é esta?"
Resposta:"Porco. Não tinha carne de vaca, fiz um prego de porco".
Palavras para quê?!!!
Eu e Porto-Santo - agora as cenas com piada
Numa sapataria
Eu :" - Tem 35?
Homem "Não, só tenho 38.
Eu: "Mas eu não uso 38 mas sim 35.
Homem: - Não usa porque não quer...".
Numa duna (em plena festa no Henrique, por volta das 4 da manhã).
Estou eu calmamente a tentar fazer chichi e surge-me uma criatura da duna, direita a mim e agarra-me. Assusto-me, puxo a mão atrás e dou-lhe um murro no nariz. Obtenho esta resposta:
"Não é preciso bater. Com tantas gajas aí...".
No antigo Tatus
Atrevo-me a pedir tremoços. Volvidos 40 minutos, nada.
Vem a rapariga com ar de quem me está a fazer um favor e eu digo-lhe: "Já que não me trouxe os tremoços, traga-me um café e a conta, por favor".
Mais cinquenta minutos e nada.
Vou ter com ela. "A senhora pediu uma tosta e tem de esperar..."
Ainda tentou argumentar que não pedi tosta alguma mas ela continua. Vou lá dentro, peço o livro de reclamações e a conta. Dão-me o livro mas dizem que tenho de esperar pela conta, sendo que a caixa está à nossa frente. Respondo que não vou esperar mais e que me vou embora, que venham atrás de mim com a conta. Diz o dono:" Vá-se embora sem pagar. É o que quase toda a gente faz...". E eu fui. Uma hora e meia para pagar é dose.
Eu :" - Tem 35?
Homem "Não, só tenho 38.
Eu: "Mas eu não uso 38 mas sim 35.
Homem: - Não usa porque não quer...".
Numa duna (em plena festa no Henrique, por volta das 4 da manhã).
Estou eu calmamente a tentar fazer chichi e surge-me uma criatura da duna, direita a mim e agarra-me. Assusto-me, puxo a mão atrás e dou-lhe um murro no nariz. Obtenho esta resposta:
"Não é preciso bater. Com tantas gajas aí...".
No antigo Tatus
Atrevo-me a pedir tremoços. Volvidos 40 minutos, nada.
Vem a rapariga com ar de quem me está a fazer um favor e eu digo-lhe: "Já que não me trouxe os tremoços, traga-me um café e a conta, por favor".
Mais cinquenta minutos e nada.
Vou ter com ela. "A senhora pediu uma tosta e tem de esperar..."
Ainda tentou argumentar que não pedi tosta alguma mas ela continua. Vou lá dentro, peço o livro de reclamações e a conta. Dão-me o livro mas dizem que tenho de esperar pela conta, sendo que a caixa está à nossa frente. Respondo que não vou esperar mais e que me vou embora, que venham atrás de mim com a conta. Diz o dono:" Vá-se embora sem pagar. É o que quase toda a gente faz...". E eu fui. Uma hora e meia para pagar é dose.
Eu e Porto-Santo
O que começou com umas noites de total loucura (incluindo até uma oferta conjunta, minha e do meu irmão, de uma galinha viva ao meu pai, comprada numas rifas...) tem vindo progressivamente a serenar.
Estou, como escrevi, quase só. Neste azul prodigioso. Fecho os olhos e não fosse a porcaria do doutoramento sei que era desta que escrevia a minha história.
Tenho tudo. Até uma vida em convulsão. A minha vida.
Quando entro no mar e nado, sinto que me posso reconstruir. Com mais ou menos lágrimas, eu sou capaz. Esta é a primeira vez, desde há uns mesitos, que tenho esperança em mim.
Estou, como escrevi, quase só. Neste azul prodigioso. Fecho os olhos e não fosse a porcaria do doutoramento sei que era desta que escrevia a minha história.
Tenho tudo. Até uma vida em convulsão. A minha vida.
Quando entro no mar e nado, sinto que me posso reconstruir. Com mais ou menos lágrimas, eu sou capaz. Esta é a primeira vez, desde há uns mesitos, que tenho esperança em mim.
segunda-feira, agosto 24, 2009
Eu e Porto-Santo
Estou, julgo que pela primeira vez em toda a minha vida, sozinha nesta ilha.
Já me imaginei a fazer toda a sorte de coisas aqui. Desde casar até morrer, este pedaço de terra, sol e mar tem sido o meu palco preferido.
Ontem fui para a praia sozinha, levei o ipod e chorei até mais não. Nada como uma boa crise de choro para limpar a alma.
Já me imaginei a fazer toda a sorte de coisas aqui. Desde casar até morrer, este pedaço de terra, sol e mar tem sido o meu palco preferido.
Ontem fui para a praia sozinha, levei o ipod e chorei até mais não. Nada como uma boa crise de choro para limpar a alma.
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