sexta-feira, setembro 28, 2007
Por oposição ao que sucedeu em Portugal
A Senhora Jornalista recusou-se a ler uma notícia sobre esse vulto que é a Paris Hilton.
Ora vejam a diferença entre uma jornalista a sério e o seu simulacro.
As eleições
No outro dia, em conversa com o Nuno, ele sai-se com a seguinte observação: "O teu pai devia dar-te ouvidos porque se existe alguém que sabe como ganhar eleições, esse alguém és tu."
Ora, quem me conhece, sabe bem que eu não gosto de eleições. Direi até mais... Em dois casos distintos, foi o facto de eu não estar disposta a fazer o tenebroso papel de primeira-dama que deu cabo de ambos os relacionamentos.
As eleições a que o Nuno se refere tiveram o meu dedo em tudo, excepto na cor da lista. Eu escolhi as pessoas e os cargos. Fiz os textos, os comunicados, grande parte do programa. E, como era quase a única mulher em lugares cimeiros, chamei sobre mim ainda mais a atenção dos eleitores.
Depois veio o resto. Primeiro os comentários maliciosos de quem só se interessava acerca das companhias de cama de cada um. Depois, os alpinistas políticos que se atracam nas costas dos outros e apanham boleia. Veio a tomada de posse, onde eu me recusei a cumprimentar aquele com quem vim a ter um relacionamento. E, por fim, veio o total desencanto com aquelas lides.
Estará sempre na minha memória a RGA onde foi aprovado o nosso Relatório de Actividades.
O Presidente, em vez de se congratular com o facto de a área Pedagógica ter sido, pela primeira vez, a que foi mais elogiada, dirigiu-se a mim e, cheio de certezas, afirmou que eu "estava feita" com a outra lista. Por seu turno, o Rui estava sentado na mesma fila que eu mas do lado esquerdo do anfiteatro e, a dados passos, olha para mim e sussura-me: "Senta-te ao meu lado. Gostas mais de mim do que dos gajos da tua lista".
Foram um pronúncio as minhas palavras no dia em que ganhámos. Lembro-me de olhar com desencanto para o Manel e lhe dizer: "Depois do champanhe bebido, nada mais nos resta. Vistas as coisas deste lado da trincheira, chego à conclusão que a merda é a mesma".
Talvez por isso, eu não morro de amores por eleições. E vêm aí mais umas.
Ora, quem me conhece, sabe bem que eu não gosto de eleições. Direi até mais... Em dois casos distintos, foi o facto de eu não estar disposta a fazer o tenebroso papel de primeira-dama que deu cabo de ambos os relacionamentos.
As eleições a que o Nuno se refere tiveram o meu dedo em tudo, excepto na cor da lista. Eu escolhi as pessoas e os cargos. Fiz os textos, os comunicados, grande parte do programa. E, como era quase a única mulher em lugares cimeiros, chamei sobre mim ainda mais a atenção dos eleitores.
Depois veio o resto. Primeiro os comentários maliciosos de quem só se interessava acerca das companhias de cama de cada um. Depois, os alpinistas políticos que se atracam nas costas dos outros e apanham boleia. Veio a tomada de posse, onde eu me recusei a cumprimentar aquele com quem vim a ter um relacionamento. E, por fim, veio o total desencanto com aquelas lides.
Estará sempre na minha memória a RGA onde foi aprovado o nosso Relatório de Actividades.
O Presidente, em vez de se congratular com o facto de a área Pedagógica ter sido, pela primeira vez, a que foi mais elogiada, dirigiu-se a mim e, cheio de certezas, afirmou que eu "estava feita" com a outra lista. Por seu turno, o Rui estava sentado na mesma fila que eu mas do lado esquerdo do anfiteatro e, a dados passos, olha para mim e sussura-me: "Senta-te ao meu lado. Gostas mais de mim do que dos gajos da tua lista".
Foram um pronúncio as minhas palavras no dia em que ganhámos. Lembro-me de olhar com desencanto para o Manel e lhe dizer: "Depois do champanhe bebido, nada mais nos resta. Vistas as coisas deste lado da trincheira, chego à conclusão que a merda é a mesma".
Talvez por isso, eu não morro de amores por eleições. E vêm aí mais umas.
quinta-feira, setembro 27, 2007
quinta-feira, setembro 20, 2007
terça-feira, setembro 18, 2007
O novo Código Penal
Tenho ouvido, um pouco atónita, juízes deste país dizerem que, se por acaso o Código Penal tivesse um período de vacatio legis mais longo, teria dado tempo para antecipar julgamentos, por forma a não libertar indivíduos que estivessem em prisão preventiva.
Eu, de facto, não percebo muito disto mas afigura-se-me que tal é fraude à lei.
Espantoso. E vindo de juízes, assim, entre uma garfada e outra, ao jantar.
Isto está cada vez melhor.
Eu, de facto, não percebo muito disto mas afigura-se-me que tal é fraude à lei.
Espantoso. E vindo de juízes, assim, entre uma garfada e outra, ao jantar.
Isto está cada vez melhor.
O Inglês de Sócrates
Estava eu a ver um programa indescritível em que um adulto se bate contra uns miúdos e acaba a dizer para as cameras que não sabe mais do que uma alminha de dez anos e descobri o motivo porque o nosso primeiro insiste tanto no ensino do inglês.
Deve ter a ver com aquelas aulas que diz que recebeu na Independente.
Deve ter a ver com aquelas aulas que diz que recebeu na Independente.
domingo, setembro 16, 2007
Coincidências...
António Alberto Ferreira da Silva Lopes apresentou, em 2001, uma queixa-crime por fraude eleitoral, a qual teria tido lugar no escrutínio para a Câmara Municipal de Lisboa. Sustentava o mesmo Santana Lopes não era o candidato mais votado e que o resultado eleitoral fora obtido com o desvio de mais de mil votos.
Morreu no dia 28 de Julho de 2005, exactamente no mesmo dia em que se deveria ter encontrado com João Ramos de Almeida, autor de "Eleições Viciadas?". O Ministério Público nem abriu inquérito a propósito da sua morte.
Já quanto ao processo-crime por fraude eleitoral, o Ilustre Procurador João Guerra, ou seja, o mesmo do início do processo da Casa Pia, decidiu arquivá-lo.
Morreu no dia 28 de Julho de 2005, exactamente no mesmo dia em que se deveria ter encontrado com João Ramos de Almeida, autor de "Eleições Viciadas?". O Ministério Público nem abriu inquérito a propósito da sua morte.
Já quanto ao processo-crime por fraude eleitoral, o Ilustre Procurador João Guerra, ou seja, o mesmo do início do processo da Casa Pia, decidiu arquivá-lo.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Agora?!
Pinto Abreu diz que mediatismo pode prejudicar investigação
Ora, se bem me recordo, foi à conta do mediatismo que o fundo tem actualmente mais de um milhão.
Ora, se bem me recordo, foi à conta do mediatismo que o fundo tem actualmente mais de um milhão.
Ora, eu também acho!
«Oposição» da JSD é «ridícula»
Direi mesmo mais. Foi das poucas coisas acertadas que os ouvi dizer.
sexta-feira, setembro 07, 2007
quarta-feira, setembro 05, 2007
O Nuno
Quem me conhece sabe que sou um bocado lamechas. Escondo-me um bocado debaixo do meu ar glaciar e faço por me manter com uma expressão fria.
Ice, como me chegaram a chamar.
Mas hoje, Nuno, que ouvi a tua voz senti umas saudades brutais tuas.
Gosto muito de ti, Nuno. Muito mesmo. Mais do que possas pensar e eu consiga exprimir.
Daqueles tempos, daquela altura, restas tu. E não é por acaso. É porque, tendo-nos sempre desencontrado com homem e mulher, descobrimo-nos como amigos.
Foste aquele em cujo ombro chorei. Foste aquele que deixei dormir no meu quarto, sem a barragem da maquilhagem e de mera t-shirt, muito longe daquela maldita fama de "femme fatale" que me perseguia. Foste aquele que me viu sem truques, sem máscaras, sem fachadas.
Só não me arrependo de ter cedido ao Rui M. porque hoje nem nós falaríamos, nem teríamos motivos para gozar o que gozamos. O que eu e ele tivémos foi, de facto, "muito simples". Tão simples que nada restou. E, dos nossos momentos, resta-me um calor que sempre me fez sentir menos sozinha.
No fundo, seremos sempre aqueles amigos. E farás sempre parte da minha vida.
Sem adeus.
Ice, como me chegaram a chamar.
Mas hoje, Nuno, que ouvi a tua voz senti umas saudades brutais tuas.
Gosto muito de ti, Nuno. Muito mesmo. Mais do que possas pensar e eu consiga exprimir.
Daqueles tempos, daquela altura, restas tu. E não é por acaso. É porque, tendo-nos sempre desencontrado com homem e mulher, descobrimo-nos como amigos.
Foste aquele em cujo ombro chorei. Foste aquele que deixei dormir no meu quarto, sem a barragem da maquilhagem e de mera t-shirt, muito longe daquela maldita fama de "femme fatale" que me perseguia. Foste aquele que me viu sem truques, sem máscaras, sem fachadas.
Só não me arrependo de ter cedido ao Rui M. porque hoje nem nós falaríamos, nem teríamos motivos para gozar o que gozamos. O que eu e ele tivémos foi, de facto, "muito simples". Tão simples que nada restou. E, dos nossos momentos, resta-me um calor que sempre me fez sentir menos sozinha.
No fundo, seremos sempre aqueles amigos. E farás sempre parte da minha vida.
Sem adeus.
Ao ritmo de uns copos de Lambrusco...
Conversas ao jantar
"Barbie Xica - Amanhã, no trabalho, ao meio-dia, vão fazer uma surpresa.
Barbie Xaxão - Já sei, é um despedimento colectivo. "
(hoje deu-me para isto; daqui a uns copos, sou interdita.)
"Barbie Xica - Amanhã, no trabalho, ao meio-dia, vão fazer uma surpresa.
Barbie Xaxão - Já sei, é um despedimento colectivo. "
(hoje deu-me para isto; daqui a uns copos, sou interdita.)
Finalmente algo em prol das condições de trabalho das prostitutas...
Aqui.
Já não era sem tempo.
Em breve teremos as putas a gritarem que o Zé sempre fazia falta.
Ou não. Se calhar, já gritaram antes.
Já não era sem tempo.
Em breve teremos as putas a gritarem que o Zé sempre fazia falta.
Ou não. Se calhar, já gritaram antes.
Oh filho, tens bom remédio...
"Somos um país muito merdoso! Quem governa tem de se encher de paciência, tem às vezes de ter vergonha de quem está a governar. Mas tem de aguentar. Porque ninguém é obrigado a governar. Quem foi para lá foi porque quis. Se eu for nomeado para coordenar a reabilitação da frente Tejo, que é um cargo técnico, não é político, vou levar porrada, vou ser atacado, injuriado, e vou ter de aguentar. Que hei-de fazer! Depois vou-me embora…"
José Miguel Júdice.
Estilo... Não seres nomeado.
Estilo ... Não receberes o ordenado de coordenador.
Estilo... Se é um cargo técnico, deixares um profissional fazer esse trabalho.
Mas isto digo eu.
Que até já concordei com ele noutras ocasiões.
José Miguel Júdice.
Estilo... Não seres nomeado.
Estilo ... Não receberes o ordenado de coordenador.
Estilo... Se é um cargo técnico, deixares um profissional fazer esse trabalho.
Mas isto digo eu.
Que até já concordei com ele noutras ocasiões.
E somos dois.
" - Para que é que lhe falta paciência
- Para os merdosos, para os que mordem pela calada, para os que fazem salamaleques à frente e atacam pelas costas, para os que não são sérios, para os corruptos, para os mentirosos, para os que não respeitam os que sofrem, para os que abusam dos seus privilégios, quer sejam milionários ou trabalhadores por conta de outrem, para todos aqueles que deveriam ter vergonha de se olhar ao espelho."
A diferença é que eu não me coloco do lado deles. E nunca me comparei a um ginecologista.
- Para os merdosos, para os que mordem pela calada, para os que fazem salamaleques à frente e atacam pelas costas, para os que não são sérios, para os corruptos, para os mentirosos, para os que não respeitam os que sofrem, para os que abusam dos seus privilégios, quer sejam milionários ou trabalhadores por conta de outrem, para todos aqueles que deveriam ter vergonha de se olhar ao espelho."
A diferença é que eu não me coloco do lado deles. E nunca me comparei a um ginecologista.
Ai que prazer ter um livro para ler e não o fazer...
Mas porque raio tenho de ver fugir o meu bronze entre estas quatro paredes?!!!
Eu queria era estar a comer lapes, de mini-saia e bikini no Henrique.
(Pronto, hoje está-me a dar. E agora vou jantar. Barbie Xica, aí vou eu.
SGE: para ti só tenho duas palavras: all in!
Magucha: já não há mergulhos para ninguém...)
Eu queria era estar a comer lapes, de mini-saia e bikini no Henrique.
(Pronto, hoje está-me a dar. E agora vou jantar. Barbie Xica, aí vou eu.
SGE: para ti só tenho duas palavras: all in!
Magucha: já não há mergulhos para ninguém...)
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