Hoje recebi, na minha caixa do correio, uma carta do Senhor Joaquim Maria Fernandes Marques.
Diz ele que é candidato à Junta de Freguesia de São João de Brito e pede o meu voto. Até aqui tudo normal. O problema é que eu não moro na Junta de Freguesia de São João de Brito mas na do Campo Grande. Assim, talvez não fosse má ideia o Senhor Candidato aprender os exactos limites da junta a que se candidata. Digo eu...
quinta-feira, outubro 08, 2009
quinta-feira, setembro 24, 2009
Ah, pois!
Aqui a tonta aderiu ao meo fibra não sei o quê...
Aqui a tonta teve direito a um telefone fixo.
Resultado, alguém adivinha que número deram à tonta?
Um antigo do Hospital Júlio de Matos.
Resultado: desde as 13h00 de ontem e até às 18h00, o meu irmão atendeu oito almas que queriam marcar uma consulta externa.
Só comigo.
Aqui a tonta teve direito a um telefone fixo.
Resultado, alguém adivinha que número deram à tonta?
Um antigo do Hospital Júlio de Matos.
Resultado: desde as 13h00 de ontem e até às 18h00, o meu irmão atendeu oito almas que queriam marcar uma consulta externa.
Só comigo.
domingo, setembro 20, 2009
sábado, setembro 19, 2009
Enfim...
É bom chegar a casa, fumar um cigarro enquanto olho pela janela para ver quem passa na Av. de Roma e, a seguir, enfiar-me num banho de banheira que quase pareceu não ter fim.
quinta-feira, setembro 17, 2009
terça-feira, setembro 15, 2009
Nem sei que título dar a isto...
Estou a voltar a ouvir o debate do Prós e Contras.
Então não é que, a propósito do que se pode fazer para salvar o país, há uma criatura que defende que o mais importante é clarificar o estatuto do embrião humano?!!!
Então não é que, a propósito do que se pode fazer para salvar o país, há uma criatura que defende que o mais importante é clarificar o estatuto do embrião humano?!!!
quarta-feira, setembro 09, 2009
A voragem...
Não há nada melhor para curar um ataque acérrimo de profunda desilusão do que umas férias.
Mas, quando esse ataque vem justamente das férias (e não se pode ter outras), então a voragem do trabalho também serve o mesmo efeito.
Já não estou preocupada com o Porto-santo, o Pedro e afins... Agora, são os prazos, Senhor, os Prazos!!!!!
Mas, quando esse ataque vem justamente das férias (e não se pode ter outras), então a voragem do trabalho também serve o mesmo efeito.
Já não estou preocupada com o Porto-santo, o Pedro e afins... Agora, são os prazos, Senhor, os Prazos!!!!!
segunda-feira, setembro 07, 2009
Claro que sim...
Era suposto esta ter sido a primeira noite que conseguia dormir.
Era. Às 3 da matina toca-me o telemóvel. É o Pedro.
Começa com uma conversa surreal, a contar que está ainda a trabalhar, a desmontar o raio que o parta. Pergunto-lhe: "Mas tu ligaste-me às 3 da matina para me dizeres que estás a trabalhar? E não podes ligar antes à tua namorada a contar essas coisas?".
E eis que vem o resto... A Polícia foi junto dele, dizendo que eu sou louca, que estou à beira de um esgotamento, que tenho a mania e que só faço o que faço porque sou filha do meu pai.
Rewind. Esta que escreve está na sua casa de férias. É de noite. Vêm umas criaturas, andam pelo quintal, gritam e batem nas janelas. Chama-se a polícia que diz que não lhe pagam para saltar muros e não faz nada, acrescentando que, no meio daquilo, eu devia ter saído de casa para olhar para as caras deles e poder identificá-los.
A isto eu respondo duas singelas coisas:
a) da próxima vez que for lá vou levar arma e respectiva licença, de modo que passarei a dar tiros nos pés e joelhos de quem se andar a passear no meu quintal, pelo que se acabam os problemas de identificação (serão os que têm tiros nos pés);
b) gostava de ver o que faria a criatura se no meu lugar estivesse a mãe, mulher ou irmã dele.
Tudo isto é sintoma de que estou louca, desequilibrada e à beira de um esgotamento...
Claro que sim.
Do facto de ter tido medo - e isso é a única coisa que não me perdoo - resulta claramente que eu só faço o que faço porque sou filha do meu pai...
Mas ainda bem que esclarecem. Porque assim ficamos todos a saber que, se por ventura lhes fizerem isso a eles, quem se queixar é louco.
PS - Obviamente que também não jogo com o baralho todo por achar estranho que me liguem a dizer isto às 3 da manhã. Obviamente que sou louca por achar que uma alma que esteve ao meu lado tanto tempo deveria ter refutado aquelas aleivosias. Claro que não o fez. Não teve medo dos miúdos mas da Polícia a coisa já é diferente...
Era. Às 3 da matina toca-me o telemóvel. É o Pedro.
Começa com uma conversa surreal, a contar que está ainda a trabalhar, a desmontar o raio que o parta. Pergunto-lhe: "Mas tu ligaste-me às 3 da matina para me dizeres que estás a trabalhar? E não podes ligar antes à tua namorada a contar essas coisas?".
E eis que vem o resto... A Polícia foi junto dele, dizendo que eu sou louca, que estou à beira de um esgotamento, que tenho a mania e que só faço o que faço porque sou filha do meu pai.
Rewind. Esta que escreve está na sua casa de férias. É de noite. Vêm umas criaturas, andam pelo quintal, gritam e batem nas janelas. Chama-se a polícia que diz que não lhe pagam para saltar muros e não faz nada, acrescentando que, no meio daquilo, eu devia ter saído de casa para olhar para as caras deles e poder identificá-los.
A isto eu respondo duas singelas coisas:
a) da próxima vez que for lá vou levar arma e respectiva licença, de modo que passarei a dar tiros nos pés e joelhos de quem se andar a passear no meu quintal, pelo que se acabam os problemas de identificação (serão os que têm tiros nos pés);
b) gostava de ver o que faria a criatura se no meu lugar estivesse a mãe, mulher ou irmã dele.
Tudo isto é sintoma de que estou louca, desequilibrada e à beira de um esgotamento...
Claro que sim.
Do facto de ter tido medo - e isso é a única coisa que não me perdoo - resulta claramente que eu só faço o que faço porque sou filha do meu pai...
Mas ainda bem que esclarecem. Porque assim ficamos todos a saber que, se por ventura lhes fizerem isso a eles, quem se queixar é louco.
PS - Obviamente que também não jogo com o baralho todo por achar estranho que me liguem a dizer isto às 3 da manhã. Obviamente que sou louca por achar que uma alma que esteve ao meu lado tanto tempo deveria ter refutado aquelas aleivosias. Claro que não o fez. Não teve medo dos miúdos mas da Polícia a coisa já é diferente...
domingo, setembro 06, 2009
Um dos diálogos
- Que segurança tu me podes dar? Daqui a uns meses estás farta e eu faço o quê?
- Eu? Nenhuma. Nem a mim me seguro quanto mais a ti.
- Eu não posso arriscar.
- Tu és capaz de tudo mas não arriscas nada.
- Eu? Nenhuma. Nem a mim me seguro quanto mais a ti.
- Eu não posso arriscar.
- Tu és capaz de tudo mas não arriscas nada.
Porque
há coisas que, apesar de tudo, não se escrevem, vou ter de me fiar na minha capacidade de memorizar cada instante destas férias.
Enquanto não escrevo a tal história (e assim de repente já tenho o nome do segundo homem que assiste na praia à 1ª cena), fica a banda sonora destas férias.
Enquanto não escrevo a tal história (e assim de repente já tenho o nome do segundo homem que assiste na praia à 1ª cena), fica a banda sonora destas férias.
sexta-feira, setembro 04, 2009
De volta...
Pois é, à distância de 900 Kms, tudo me parece quase uma coisa irreal...
Mas aconteceu.
Tudo, do princípio ao fim.
E, a espaços, quase que me assusto com a minha lucidez.
A minha história - que começa e acaba lá - começa com um diálogo entre duas das personagens, em que uma diz que aquele dia em concreto é como a vida. Um início prometedor para um final deprimente. Exacto, é que foi isso mesmo...
Mas aconteceu.
Tudo, do princípio ao fim.
E, a espaços, quase que me assusto com a minha lucidez.
A minha história - que começa e acaba lá - começa com um diálogo entre duas das personagens, em que uma diz que aquele dia em concreto é como a vida. Um início prometedor para um final deprimente. Exacto, é que foi isso mesmo...
quarta-feira, setembro 02, 2009
Eu e Porto-Santo
Tenho uma triste sina com todos os dias 31 de Agosto...
Ora, como é óbvio, este não podia ser excepção.
Na tarde de 31 de Agosto, levaram-me a minha cadela e nunca mais a vi.
De madrugada, entraram na minha casa e estiverem quase cinco horas no meu quintal, aos gritos e a baterem-me na janela...
Fui salva pelo Pedro. Duplamente, registe-se.
Esteve as tais cinco horas ao meu lado, de pressão de ar, ambos barricados dentro da minha própria casa.
Não me apetece sequer comentar a actuação policial mas adianto apenas que o que me disseram foi que devia ter saído de casa para os identificar...
Ora, como é óbvio, este não podia ser excepção.
Na tarde de 31 de Agosto, levaram-me a minha cadela e nunca mais a vi.
De madrugada, entraram na minha casa e estiverem quase cinco horas no meu quintal, aos gritos e a baterem-me na janela...
Fui salva pelo Pedro. Duplamente, registe-se.
Esteve as tais cinco horas ao meu lado, de pressão de ar, ambos barricados dentro da minha própria casa.
Não me apetece sequer comentar a actuação policial mas adianto apenas que o que me disseram foi que devia ter saído de casa para os identificar...
sexta-feira, agosto 28, 2009
Eu e Porto-Santo
Agora que a animação se foi, deparo-me comigo mesma a cada passo. Tenho plena consciência que a ideia de ficar aqui sozinha foi um teste à minha capacidade de me manter de pé.
Fecho os olhos e penso "vai tudo correr bem". Quando os abro, nem sempre acredito.
Não quero ir para Lisboa mas também já não me apetece estar aqui.
Fecho os olhos e penso "vai tudo correr bem". Quando os abro, nem sempre acredito.
Não quero ir para Lisboa mas também já não me apetece estar aqui.
quinta-feira, agosto 27, 2009
quarta-feira, agosto 26, 2009
Eu e Porto-Santo - agora as cenas com piada
Falhou-me esta.
Vou ao Inferno (era um bar interessante e tinha a vantagem de ser muito perto de casa) e peço uma coisa muito complexa: um prego no bolo do caco.
Volvidos 50 minutos, chega-me uma cena com carne clara.
Eu, que detesto porco, pergunto:"Que carne é esta?"
Resposta:"Porco. Não tinha carne de vaca, fiz um prego de porco".
Palavras para quê?!!!
Vou ao Inferno (era um bar interessante e tinha a vantagem de ser muito perto de casa) e peço uma coisa muito complexa: um prego no bolo do caco.
Volvidos 50 minutos, chega-me uma cena com carne clara.
Eu, que detesto porco, pergunto:"Que carne é esta?"
Resposta:"Porco. Não tinha carne de vaca, fiz um prego de porco".
Palavras para quê?!!!
Eu e Porto-Santo - agora as cenas com piada
Numa sapataria
Eu :" - Tem 35?
Homem "Não, só tenho 38.
Eu: "Mas eu não uso 38 mas sim 35.
Homem: - Não usa porque não quer...".
Numa duna (em plena festa no Henrique, por volta das 4 da manhã).
Estou eu calmamente a tentar fazer chichi e surge-me uma criatura da duna, direita a mim e agarra-me. Assusto-me, puxo a mão atrás e dou-lhe um murro no nariz. Obtenho esta resposta:
"Não é preciso bater. Com tantas gajas aí...".
No antigo Tatus
Atrevo-me a pedir tremoços. Volvidos 40 minutos, nada.
Vem a rapariga com ar de quem me está a fazer um favor e eu digo-lhe: "Já que não me trouxe os tremoços, traga-me um café e a conta, por favor".
Mais cinquenta minutos e nada.
Vou ter com ela. "A senhora pediu uma tosta e tem de esperar..."
Ainda tentou argumentar que não pedi tosta alguma mas ela continua. Vou lá dentro, peço o livro de reclamações e a conta. Dão-me o livro mas dizem que tenho de esperar pela conta, sendo que a caixa está à nossa frente. Respondo que não vou esperar mais e que me vou embora, que venham atrás de mim com a conta. Diz o dono:" Vá-se embora sem pagar. É o que quase toda a gente faz...". E eu fui. Uma hora e meia para pagar é dose.
Eu :" - Tem 35?
Homem "Não, só tenho 38.
Eu: "Mas eu não uso 38 mas sim 35.
Homem: - Não usa porque não quer...".
Numa duna (em plena festa no Henrique, por volta das 4 da manhã).
Estou eu calmamente a tentar fazer chichi e surge-me uma criatura da duna, direita a mim e agarra-me. Assusto-me, puxo a mão atrás e dou-lhe um murro no nariz. Obtenho esta resposta:
"Não é preciso bater. Com tantas gajas aí...".
No antigo Tatus
Atrevo-me a pedir tremoços. Volvidos 40 minutos, nada.
Vem a rapariga com ar de quem me está a fazer um favor e eu digo-lhe: "Já que não me trouxe os tremoços, traga-me um café e a conta, por favor".
Mais cinquenta minutos e nada.
Vou ter com ela. "A senhora pediu uma tosta e tem de esperar..."
Ainda tentou argumentar que não pedi tosta alguma mas ela continua. Vou lá dentro, peço o livro de reclamações e a conta. Dão-me o livro mas dizem que tenho de esperar pela conta, sendo que a caixa está à nossa frente. Respondo que não vou esperar mais e que me vou embora, que venham atrás de mim com a conta. Diz o dono:" Vá-se embora sem pagar. É o que quase toda a gente faz...". E eu fui. Uma hora e meia para pagar é dose.
Eu e Porto-Santo
O que começou com umas noites de total loucura (incluindo até uma oferta conjunta, minha e do meu irmão, de uma galinha viva ao meu pai, comprada numas rifas...) tem vindo progressivamente a serenar.
Estou, como escrevi, quase só. Neste azul prodigioso. Fecho os olhos e não fosse a porcaria do doutoramento sei que era desta que escrevia a minha história.
Tenho tudo. Até uma vida em convulsão. A minha vida.
Quando entro no mar e nado, sinto que me posso reconstruir. Com mais ou menos lágrimas, eu sou capaz. Esta é a primeira vez, desde há uns mesitos, que tenho esperança em mim.
Estou, como escrevi, quase só. Neste azul prodigioso. Fecho os olhos e não fosse a porcaria do doutoramento sei que era desta que escrevia a minha história.
Tenho tudo. Até uma vida em convulsão. A minha vida.
Quando entro no mar e nado, sinto que me posso reconstruir. Com mais ou menos lágrimas, eu sou capaz. Esta é a primeira vez, desde há uns mesitos, que tenho esperança em mim.
segunda-feira, agosto 24, 2009
Eu e Porto-Santo
Estou, julgo que pela primeira vez em toda a minha vida, sozinha nesta ilha.
Já me imaginei a fazer toda a sorte de coisas aqui. Desde casar até morrer, este pedaço de terra, sol e mar tem sido o meu palco preferido.
Ontem fui para a praia sozinha, levei o ipod e chorei até mais não. Nada como uma boa crise de choro para limpar a alma.
Já me imaginei a fazer toda a sorte de coisas aqui. Desde casar até morrer, este pedaço de terra, sol e mar tem sido o meu palco preferido.
Ontem fui para a praia sozinha, levei o ipod e chorei até mais não. Nada como uma boa crise de choro para limpar a alma.
terça-feira, julho 28, 2009
De novo na FDL
Pois é... Das 09h30 às 15h30, sem parar, aqui a alminha esteve a tirar fotocópias.
Meto-me em cada uma que até dói.
Meto-me em cada uma que até dói.
sexta-feira, julho 17, 2009
Estou louca...
Vinda do concerto do Miguel Dias, em plenas obras no acesso da A5, eis que o tunning da frente pára. Percebo que aquilo não deve ser boa coisa e meto primeira. Sai um gajo e traz uma coisa na mão. Aponta-me uma pistola ao vidro do lugar do morto. A pergunta é: o que te roubaram.
Nada! Aqui a louca que não vê à noite, passa-se da cabeça, convence-se que a querem violar e arranca com o carro. Em contra-mão. Umas rotundas quaisquer volvidas, as alminhas desistem.
Venho na A5 em estado de choque, com as pernas a tremerem, a fumar cigarro atrás de cigarro.
Hoje de manhã, rouca até mais não (essa é outra história), depois de ter sido dispensada de alegar atento o facto de mal falar, conto ao meu pai. Antes que venha o sermão, avanço já que acho que me passei e que tenho consciência que podia ter levado com uma bala. Agora, penso outra vez naquilo e não me consigo arrepender. Ecepto talvez de não ter pedido de licença de porte de arma.
Nada! Aqui a louca que não vê à noite, passa-se da cabeça, convence-se que a querem violar e arranca com o carro. Em contra-mão. Umas rotundas quaisquer volvidas, as alminhas desistem.
Venho na A5 em estado de choque, com as pernas a tremerem, a fumar cigarro atrás de cigarro.
Hoje de manhã, rouca até mais não (essa é outra história), depois de ter sido dispensada de alegar atento o facto de mal falar, conto ao meu pai. Antes que venha o sermão, avanço já que acho que me passei e que tenho consciência que podia ter levado com uma bala. Agora, penso outra vez naquilo e não me consigo arrepender. Ecepto talvez de não ter pedido de licença de porte de arma.
sexta-feira, julho 10, 2009
O Rodrigo
Já não o via há uns tempos...
O Rodrigo combinou comigo no Zoo, levou a Raquel - que tem um ano e tal e é linda de morrer - e comunicou-me que agora trabalha predominantemente em casa. Acompanha cada passo da filha, anda de t-shirt e de calças de ganga e pareceu-me feliz.
Foram duas horas bem passadas, a rir de tudo.
Saio de lá e só consigo pensar:"Sou mesmo estúpida". Chego ao escritório e constato que, efectivamente, sou estúpida que nem uma porta.
É um que me escreve que fulano tal ligou e que era urgente mas sem perguntar qual era o assunto. É a outra que em dois dias e sendo telefonista ainda não conseguiu arranjar tempo para fazer uma chamada. São pilhas de papel.
É a minha ex-estagiária que fez oral e sai deste escritório sem que lhe dêem sequer uma palavra de estímulo. Muito menos, uma preocupação com o seu futuro.
Honestamente, quase que me apetece ter um filho só para ter pretextos para não meter cá os pés.
O Rodrigo combinou comigo no Zoo, levou a Raquel - que tem um ano e tal e é linda de morrer - e comunicou-me que agora trabalha predominantemente em casa. Acompanha cada passo da filha, anda de t-shirt e de calças de ganga e pareceu-me feliz.
Foram duas horas bem passadas, a rir de tudo.
Saio de lá e só consigo pensar:"Sou mesmo estúpida". Chego ao escritório e constato que, efectivamente, sou estúpida que nem uma porta.
É um que me escreve que fulano tal ligou e que era urgente mas sem perguntar qual era o assunto. É a outra que em dois dias e sendo telefonista ainda não conseguiu arranjar tempo para fazer uma chamada. São pilhas de papel.
É a minha ex-estagiária que fez oral e sai deste escritório sem que lhe dêem sequer uma palavra de estímulo. Muito menos, uma preocupação com o seu futuro.
Honestamente, quase que me apetece ter um filho só para ter pretextos para não meter cá os pés.
quinta-feira, julho 09, 2009
quarta-feira, julho 08, 2009
A surpreendente eficácia da EMEL
E não é que os ditos parquimetros, que começaram a instalar ontem, já estão em pleno funcionamento?!!!
Errata
Afinal, sou eu, as dezoito cassetes e mais uma faculdade - desta feita pública- para eu ir dar aulas de mestrado.
terça-feira, julho 07, 2009
Há dias assim - continuação
Venho de Sintra exausta.
Tenho 18 cassetes audio, de noventa minutos cada, para ouvir, de um julgamento que foi uma tortura tão grande quanto o de Sintra.
Chego a casa e o meu irmão diz-me que começaram a por parquimetros na rua onde ambos estacionamos. Estou maravilhada. Vou ter de mudar os documentos todos.
Não me faltava mais nada do que ir secar horas para a Loja do Cidadão.
Tenho 18 cassetes audio, de noventa minutos cada, para ouvir, de um julgamento que foi uma tortura tão grande quanto o de Sintra.
Chego a casa e o meu irmão diz-me que começaram a por parquimetros na rua onde ambos estacionamos. Estou maravilhada. Vou ter de mudar os documentos todos.
Não me faltava mais nada do que ir secar horas para a Loja do Cidadão.
domingo, julho 05, 2009
Há dias assim...
Na voragem dos dias nem tenho dado pela passagem do tempo. A máquina irrevogável do tempo - minha grande preocupação aos catorze - tem uma subtileza mortal. Quando dou por mim percebo que tenho 32 anos e que deixei de ser miúda. Simultaneamente, as minhas amigas dizem-se pressionadas para serem mães, outras vão a caminho de o ser e outras ainda já o são. O tempo não corre, galopa. Galopa sobre mim, deixando as ruginhas, os cabelos brancos e a celulite. Pior que tudo, o tempo galopa sobre mim e deixa-me sem saber o que fazer às horas. Desde a carta da minha professora de Português - Paula Ângelo - sobre os Relógios do Dali passaram 18 anos.
Depois de dias a olhar para guias e a chegar a conclusões que não queria, é inevitável perguntar-me que raio ando eu a fazer às minhas horas. Tenho saudades dos tempos em que tinha tempo para tudo e em que não olhava para guias (e, consequentemente, em que elas nada me diziam). Tenho umas saudades brutais da minha avó Emília e não percebo porque raio ela teve de morrer tão cedo. Acima de tudo, apesar de ser quase insuportável naquela idade, tenho saudades de mim mesma. Ainda não sabia que o mundo podia ser assim. E era muito mais feliz.
Depois de dias a olhar para guias e a chegar a conclusões que não queria, é inevitável perguntar-me que raio ando eu a fazer às minhas horas. Tenho saudades dos tempos em que tinha tempo para tudo e em que não olhava para guias (e, consequentemente, em que elas nada me diziam). Tenho umas saudades brutais da minha avó Emília e não percebo porque raio ela teve de morrer tão cedo. Acima de tudo, apesar de ser quase insuportável naquela idade, tenho saudades de mim mesma. Ainda não sabia que o mundo podia ser assim. E era muito mais feliz.
Está tudo louco!
No telejornal da SIC, estão há 5 minutos a entrevistar as candidatas a Miss Espanha sobre a apresentação do Ronaldo...
Há dias assim...
Sábado à tarde. Avanço pela Av.ª de Roma, com a cadela e deparo-me com a Simotal fechada. A Simotal vendia material de caça submarina e de pesca e era a loja preferida do meu pai em toda a Av.ª de Roma, dando-me secas monumentais enquanto escolhia um arpão não o sei o quê ou mais umas barbatanas. Fechou, sem aviso. E eu - que nunca lá entrei enquanto pude - dei por mim a achar que teria feito muito melhor serviço em ter comprado as minhas coisas lá em vez de me ter ido enfiar na loja francesa...
Take 2- Passei este fds com a cabeça dentro de dossiers vermelhos, a analisar guias de transporte. Eram para um caso que me acompanha há seis anos e em que eu acreditava piamente no Autor. Exacto, acreditava. Pelas guias percebo que ele mente. Primeiro, fico furiosa e, num ataque extremo de energia, dou banho à cadela. Agora, estou bastante triste... Triste porque fiz das tripas coração neste caso (as vinte horas de guias que tenho em cima nem sequer eram para cobrar...). Triste porque acho que lhe merecia a verdade. Triste porque vou ter de dar razão à minha colega e ela é uma perfeita cabra.
Take 2- Passei este fds com a cabeça dentro de dossiers vermelhos, a analisar guias de transporte. Eram para um caso que me acompanha há seis anos e em que eu acreditava piamente no Autor. Exacto, acreditava. Pelas guias percebo que ele mente. Primeiro, fico furiosa e, num ataque extremo de energia, dou banho à cadela. Agora, estou bastante triste... Triste porque fiz das tripas coração neste caso (as vinte horas de guias que tenho em cima nem sequer eram para cobrar...). Triste porque acho que lhe merecia a verdade. Triste porque vou ter de dar razão à minha colega e ela é uma perfeita cabra.
quinta-feira, julho 02, 2009
quarta-feira, julho 01, 2009
Ora aqui está...
http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23283&idpod=27033&formato=flv
Minuto 66.
Minuto 66.
quarta-feira, junho 24, 2009
A criatura
Recebo um e-mail, vindo da criatura, a dizer que me convoca para uma reunião.
Bom, olho para aquilo e como diz que assina pela Administração, encolho os ombros e decido ir.
Não posso estar muito tempo na reunião porque começou com meia-hora de atraso e o cliente está à espera e não tem culpa de eu ter sido "convocada" para a dita reunião sem que alguém me perguntasse se podia.
Afinal, a criatura parece que se andou a queixar do ambiente de trabalho. Engraçado... Não sei se terá dito que, quando se apanhou sem o respectivo chefe, teve a distinta lata de não me dar as notificações e de insinuar que eu as queria para fins estranhos. É que, como toda a gente sabe, esse tipo de considerações costuma melhorar imenso o ambiente de trabalho...
Bom, olho para aquilo e como diz que assina pela Administração, encolho os ombros e decido ir.
Não posso estar muito tempo na reunião porque começou com meia-hora de atraso e o cliente está à espera e não tem culpa de eu ter sido "convocada" para a dita reunião sem que alguém me perguntasse se podia.
Afinal, a criatura parece que se andou a queixar do ambiente de trabalho. Engraçado... Não sei se terá dito que, quando se apanhou sem o respectivo chefe, teve a distinta lata de não me dar as notificações e de insinuar que eu as queria para fins estranhos. É que, como toda a gente sabe, esse tipo de considerações costuma melhorar imenso o ambiente de trabalho...
Férias e afins...
Vir de Bazaruto e dar de caras com esta salinha, o Tribunal de Sintra e realidades afins é dose!
Enfim, acabo de reservar voos para o Porto-Santo durante 18 dias do mês de Agosto. Agora, sim, o meu pai pode começar a dizer que eu passo a vida de férias.
Pequeno pormenor: os últimos dias (sete) são para dar um avanço no que vai ser o próximo livro.
É de direito e mais não digo. Por ora.
Enfim, acabo de reservar voos para o Porto-Santo durante 18 dias do mês de Agosto. Agora, sim, o meu pai pode começar a dizer que eu passo a vida de férias.
Pequeno pormenor: os últimos dias (sete) são para dar um avanço no que vai ser o próximo livro.
É de direito e mais não digo. Por ora.
quarta-feira, junho 03, 2009
O Tribunal de Sintra
É bonitinho, tem um ar modernaço, o mobiliário é novo.
Problema: chega uma advogada de pé partido e de muletas e a bancada não se move, de modo que nem dá para meter uma cadeira para apoiar o pé. Céus!
Como a cabeça ainda funciona, não há justo impedimento, pelo que aqui a anormal teve de esperar meia-hora de pé pela criatura que diz que é colega (há poucos bancos porque assim fica mais bonito), andou de um lado para o outro do tribunal e nem sequer pode levantar o pé...
Amanhã há mais...
Problema: chega uma advogada de pé partido e de muletas e a bancada não se move, de modo que nem dá para meter uma cadeira para apoiar o pé. Céus!
Como a cabeça ainda funciona, não há justo impedimento, pelo que aqui a anormal teve de esperar meia-hora de pé pela criatura que diz que é colega (há poucos bancos porque assim fica mais bonito), andou de um lado para o outro do tribunal e nem sequer pode levantar o pé...
Amanhã há mais...
Amor com amor se paga...
Marinho Pinto defende Sócrates.
Em compensação, no exacto dia em que foi ao Prós e Contas foi publicado o diploma que permite aos advogados serem quase pessoas e terem filhos.
Em compensação, no exacto dia em que foi ao Prós e Contas foi publicado o diploma que permite aos advogados serem quase pessoas e terem filhos.
Coisas fantásticas
Hoje vi o Ricardo Costa dizer que um político tinha de ser escrutinado sobre os rendimentos a todo o tempo. Por momentos, pensei que estivesse a falar de Sócrates. Qual quê?! Era de Cavaco por acusa de uma história de umas acções que o homem comprou e vendeu...
Enfim...
Moral da história: Cavaco tem de prestar contas de acções que compra e vende quando não é Presidente da República. Já Sócrates não tem explicar nada sobre negócios que faz quando é Ministro.
Está giro isto. Quem havia de dizer que eu acabava a defender Cavaco Silva...
Enfim...
Moral da história: Cavaco tem de prestar contas de acções que compra e vende quando não é Presidente da República. Já Sócrates não tem explicar nada sobre negócios que faz quando é Ministro.
Está giro isto. Quem havia de dizer que eu acabava a defender Cavaco Silva...
domingo, maio 31, 2009
Sempre o Nuno
Pergunto-lhe: "Não adoraste as declarações do Oliveira e Costa?"
Obtenho esta resposta:"A República não vivia momentos tão hilariantes e empolgantes desde que o Manuel Pinho anunciou o final da crise e a recuperação da Quimonda".
Diz-me ele: "O Presidente da Associação de Famílias Numerosas afirmou:"Mas temos de ser fieis a quem?".
Agora respondo eu:" Para ser mais eficaz, diria mesmo que o melhor é não serem fieis a ninguém!"
Obtenho esta resposta:"A República não vivia momentos tão hilariantes e empolgantes desde que o Manuel Pinho anunciou o final da crise e a recuperação da Quimonda".
Diz-me ele: "O Presidente da Associação de Famílias Numerosas afirmou:"Mas temos de ser fieis a quem?".
Agora respondo eu:" Para ser mais eficaz, diria mesmo que o melhor é não serem fieis a ninguém!"
Ainda Marinho Pinto
Enquanto anda meio mundo a debater as bombásticas afirmações de Marinho Pinto, dei por mim por pensar porque motivo acho eu que é um bastonário péssimo.
E discordo da maioria das pessoas. As declarações públicas dele são uma autêntica porcaria mas não são o pior. O pior é o total vazio dentro da Ordem. O Conselho Geral não produziu nada para além aquela obra artística do projecto de Estatutos. Nada. Rigorosamente nada. Um parecer. Uma pronúncia sobre qualquer coisa. Algo palpável e vagamente jurídico.
Nada. Ora, atendendo a que é pago, acho que se devem tirar as devidas consequências desta total inércia. Se a Ordem fosse uma empresa, alguém tem alguma dúvida sobre o destino de tal personagem?
E discordo da maioria das pessoas. As declarações públicas dele são uma autêntica porcaria mas não são o pior. O pior é o total vazio dentro da Ordem. O Conselho Geral não produziu nada para além aquela obra artística do projecto de Estatutos. Nada. Rigorosamente nada. Um parecer. Uma pronúncia sobre qualquer coisa. Algo palpável e vagamente jurídico.
Nada. Ora, atendendo a que é pago, acho que se devem tirar as devidas consequências desta total inércia. Se a Ordem fosse uma empresa, alguém tem alguma dúvida sobre o destino de tal personagem?
Diário de campanha
"Portugueses, deixem que vos diga duas ou três palavras que o tempo de que dispomos não é muito..."
POUS
"A madeira é o país europeu com maior taxa de crescimento".
PSD
"Há países desenvolvidos na Europa porque são monárquicos"
Obviamente, PPM.
E o prémio da coerência vai para o PNR: defende a vida dos fetos mas não acredito que defenda a dos pretos.
Já nem falo no Vital, que é cada tiro, cada melro. Porém, não resisto à explicação da Elisa Ferreira para ser candidata às eleições europeias e autárquicas:"é tudo o mesmo, o que é bom para a Europa, é bom para o Porto".
Adenda: em conversa, por msg, com o Nuno, surge esta que acho divina:" Acho que os gajos que fazem as campanhas devem ser confrontados com as declarações do Oliveira e Costa: mas porque é que eu não li pelo menos um livro por mês?!!!".
POUS
"A madeira é o país europeu com maior taxa de crescimento".
PSD
"Há países desenvolvidos na Europa porque são monárquicos"
Obviamente, PPM.
E o prémio da coerência vai para o PNR: defende a vida dos fetos mas não acredito que defenda a dos pretos.
Já nem falo no Vital, que é cada tiro, cada melro. Porém, não resisto à explicação da Elisa Ferreira para ser candidata às eleições europeias e autárquicas:"é tudo o mesmo, o que é bom para a Europa, é bom para o Porto".
Adenda: em conversa, por msg, com o Nuno, surge esta que acho divina:" Acho que os gajos que fazem as campanhas devem ser confrontados com as declarações do Oliveira e Costa: mas porque é que eu não li pelo menos um livro por mês?!!!".
quarta-feira, maio 27, 2009
Vital Moreira
Ontem, no meio da minha telenovela, ainda tive oportunidade de ouvir a criatura dizer o seguinte:
É preciso mais dinheiro para a União Europeia, como é que isto se faz não sei, talvez pela criação de um imposto europeu mas só consigo apresentar propostas depois de ser eleito.
Acho lindo. E já agora um cheque em branco, não?
É preciso mais dinheiro para a União Europeia, como é que isto se faz não sei, talvez pela criação de um imposto europeu mas só consigo apresentar propostas depois de ser eleito.
Acho lindo. E já agora um cheque em branco, não?
A minha telenovela
Não vejo telenovelas desde o ano de 1994.
Agora gosto muito de uma: chama-se Portugal. Todo o santo dia há personagens novos, grandes acontecimentos e embates.
Ontem estive a ouvir o Dr. Oliveira e Costa, dizer umas pérolas magnifícas.
Fartei-me de rir.
Agora gosto muito de uma: chama-se Portugal. Todo o santo dia há personagens novos, grandes acontecimentos e embates.
Ontem estive a ouvir o Dr. Oliveira e Costa, dizer umas pérolas magnifícas.
Fartei-me de rir.
sábado, maio 23, 2009
O Sapateiro
Diz Vital Moreira, numa acção de campanha: "Não se esqueçam logo à noite do comício com Sócrates e Sapateiro".
Incrédula, pergunto ao meu irmão:"Mas quem é o Sapateiro?".
Ele ri-se. É o Zapatero. Ah bom, para um candidato ao Parlamento Europeu, não está nada mal.
Incrédula, pergunto ao meu irmão:"Mas quem é o Sapateiro?".
Ele ri-se. É o Zapatero. Ah bom, para um candidato ao Parlamento Europeu, não está nada mal.
Ganhar eleições
Como é que se vence a oposição? Acaba-se com ela.
Muito bem, Dr. Marinho Pinto. Se Sócrates o ouve...
Muito bem, Dr. Marinho Pinto. Se Sócrates o ouve...
sexta-feira, maio 22, 2009
O baile
Estou a assistir, incrédula, a um grande baile.
"Dirigente da Ordem sou eu"
"Não convoco a assembleia geral porque é ilegal"
"Mostre-me o texto do abaixo-assinado, isso é fraude jornalística".
"Meia dúzia de pessoas em Lisboa"
"Não estou sozinho, somos vinte"
Marinho dixit
E depois partiu para a agressão verbal à MMG. Não é que ela seja um exemplo do jornalismo - que, obviamente, não é - mas foi preciso ir lá para perceber isso? Melhor, só percebeu quando ela o confrontou com factos e discordou dele?
"Dirigente da Ordem sou eu"
"Não convoco a assembleia geral porque é ilegal"
"Mostre-me o texto do abaixo-assinado, isso é fraude jornalística".
"Meia dúzia de pessoas em Lisboa"
"Não estou sozinho, somos vinte"
Marinho dixit
E depois partiu para a agressão verbal à MMG. Não é que ela seja um exemplo do jornalismo - que, obviamente, não é - mas foi preciso ir lá para perceber isso? Melhor, só percebeu quando ela o confrontou com factos e discordou dele?
Marinho Pinto VS Manuela Moura Guedes - take 2
Momentos depis de ter postado o anterior, lembrei-me de ir à página da Ordem.
Interessante... Marinho Pinto não produz um único parecer, não consegue fazer um projecto de Estatuto com o mínimo de rigor jurídico, não sabe nem consegue aprender as regras da profissão. Que faz Marnho Pinto para merecer o salário? Dá entrevistas. Eu bem digo, Sua Execelência é jornalista e nunca será nada de diferente.
Interessante... Marinho Pinto não produz um único parecer, não consegue fazer um projecto de Estatuto com o mínimo de rigor jurídico, não sabe nem consegue aprender as regras da profissão. Que faz Marnho Pinto para merecer o salário? Dá entrevistas. Eu bem digo, Sua Execelência é jornalista e nunca será nada de diferente.
Marinho Pinto VS Manuela Moura Guedes
É verdade.
Finalmente, MMG arranjou um convidado à sua altura. As más notícias é que é o meu Bastonário.
Finalmente, MMG arranjou um convidado à sua altura. As más notícias é que é o meu Bastonário.
quinta-feira, maio 21, 2009
O governo e o emprego
Como é que se manifesta a preocupação de Sócrates com o emprego?
Fácil, fácil.
Mantendo Lopes da Mota em funções.
Estilo: existe uma incompatibilidade evidente entre a intervenção de um órgão num caso em que o seu presidente é suspeito de se ter imiscuido; como se resolve? Igualmente fácil. Acaba-se com a intervenção do órgão.
Portugal no seu melhor.
Fácil, fácil.
Mantendo Lopes da Mota em funções.
Estilo: existe uma incompatibilidade evidente entre a intervenção de um órgão num caso em que o seu presidente é suspeito de se ter imiscuido; como se resolve? Igualmente fácil. Acaba-se com a intervenção do órgão.
Portugal no seu melhor.
quarta-feira, maio 20, 2009
Sou um Calimero...
Descobri agora que ando numa situação irregular. Tenho uma estagiária e a criatura que diz que é meu bastonário afirmou que era preciso dez anos de inscrição. Eu tenho oito.
Das duas uma: ou estou lixada ou ele não sabe o que diz.
A pergunta é porque raio falo nisto. A resposta é porque o resto é muitíssimo pior.
De caminho, ele diz que não mostrou o projecto de alteração do estatuto aos advogados porque lhe fazem oposição. Haja pachorra!
Das duas uma: ou estou lixada ou ele não sabe o que diz.
A pergunta é porque raio falo nisto. A resposta é porque o resto é muitíssimo pior.
De caminho, ele diz que não mostrou o projecto de alteração do estatuto aos advogados porque lhe fazem oposição. Haja pachorra!
terça-feira, maio 19, 2009
sexta-feira, abril 03, 2009
Tudo bons rapazes...
A pergunta é: como é que se acaba com a corrupção activa?
A resposta é fácil: nomeia-se quem corrompe para um cargo porque assim já não precisa de o voltar a fazer. Chama-se a isto reabilitação do arguido. Ou então é uma mera mentira de 1 de Abril. Ou, por último, passa-se em Portugal, país do "tudo é possível" e do "acredite se quiser".
A resposta é fácil: nomeia-se quem corrompe para um cargo porque assim já não precisa de o voltar a fazer. Chama-se a isto reabilitação do arguido. Ou então é uma mera mentira de 1 de Abril. Ou, por último, passa-se em Portugal, país do "tudo é possível" e do "acredite se quiser".
sexta-feira, março 27, 2009
O Bastonário da Ordem dos ... Jornalistas.
Regressada ao mundo dos vivos, sou inundada com um artigo do pretenso Bastonário da Ordem dos Advogados, onde o mesmo fala despudoradamente de um processo pendente.
Já não é isso que me surpreende, atentos os antecedentes.
O que acho muitíssimo curioso é que o Senhor Bastonário afirma ter escrito no Boletim da Ordem dos Advogados mas, na realidade, todos os destinatários de tal publicação souberam pela comunicação social.
Cada vez me convenço que ele se enganou na ORdem. Se já tivemos um Ministro da justiça a quem se tratava por Senhor Engenheiro porque raio não havemos de ter um Bastonário Jornalista?!!!
Já não é isso que me surpreende, atentos os antecedentes.
O que acho muitíssimo curioso é que o Senhor Bastonário afirma ter escrito no Boletim da Ordem dos Advogados mas, na realidade, todos os destinatários de tal publicação souberam pela comunicação social.
Cada vez me convenço que ele se enganou na ORdem. Se já tivemos um Ministro da justiça a quem se tratava por Senhor Engenheiro porque raio não havemos de ter um Bastonário Jornalista?!!!
terça-feira, março 24, 2009
terça-feira, março 17, 2009
Assédio Moral
O meu livro vai finalmente sair.
Na próxima semana já devo andar pelas livrarias de Lisboa.
Pronto, agora deu-me para a vaidoseira...
Na próxima semana já devo andar pelas livrarias de Lisboa.
Pronto, agora deu-me para a vaidoseira...
quarta-feira, março 04, 2009
E mais outra...
Só me lembrei desta à hora de almoço.
Pergunta o Tó Melão: " Que fazes?"
Respondo: "Trabalho por aqui", num acesso de ingenuidade porque acreditei que era uma saída fácil.
Diz ele:" Não trabalhas não. Este quarteirão é meu".
Está bonito, isto. Vem uma gaja até compostinha para dar aulas e o Tó Melão acha-me concorrência no grande trabalho de arrumar carros.
Lá se foi a minha auto-estima.
Pergunta o Tó Melão: " Que fazes?"
Respondo: "Trabalho por aqui", num acesso de ingenuidade porque acreditei que era uma saída fácil.
Diz ele:" Não trabalhas não. Este quarteirão é meu".
Está bonito, isto. Vem uma gaja até compostinha para dar aulas e o Tó Melão acha-me concorrência no grande trabalho de arrumar carros.
Lá se foi a minha auto-estima.
O Tó Melão - take 2
Ah, pois é.
Uma alminha chega à Ordem, um bocado aflita com o tempo, acende o último cigarro e olha em frente.
Quem vê? O Tó Melão que decidiu que arrumar carros à frente da Ordem é que era.
Passo por ele, olho-o nos olhos e fico na dúvida se ele me reconheceu.
Entro na sala mas não resisto e volto a descer. Os meus alunos ficam todos a olhar, interrogando-se sobre o que faz a professora a falar com o arrumador num tom tão coloquial.
Ele nem me estava a reconhecer e quando lhe digo que o vi na terça-feira com uma garrafa de vinho tinto à frente da Mexicana, limita-se a dizer: "Mas olha que eu não sou alcoólico".
Claro que não. Eu própria já me passeei pela Avenida de Roma de garrafa na mão. Sucede que não era de tarde (mas noite cerrada), não era de vinho tinto rasca (mas sim Moet) e eu não tinha cinquenta anos mas uns 18.
Tirando isso, tudo bem.
De caminho, pergunta-me se eu tenho a idade dele e se vou à Ordem todos os dias.
Em conclusão: parece que saiu de uma droga para outra.
Uma alminha chega à Ordem, um bocado aflita com o tempo, acende o último cigarro e olha em frente.
Quem vê? O Tó Melão que decidiu que arrumar carros à frente da Ordem é que era.
Passo por ele, olho-o nos olhos e fico na dúvida se ele me reconheceu.
Entro na sala mas não resisto e volto a descer. Os meus alunos ficam todos a olhar, interrogando-se sobre o que faz a professora a falar com o arrumador num tom tão coloquial.
Ele nem me estava a reconhecer e quando lhe digo que o vi na terça-feira com uma garrafa de vinho tinto à frente da Mexicana, limita-se a dizer: "Mas olha que eu não sou alcoólico".
Claro que não. Eu própria já me passeei pela Avenida de Roma de garrafa na mão. Sucede que não era de tarde (mas noite cerrada), não era de vinho tinto rasca (mas sim Moet) e eu não tinha cinquenta anos mas uns 18.
Tirando isso, tudo bem.
De caminho, pergunta-me se eu tenho a idade dele e se vou à Ordem todos os dias.
Em conclusão: parece que saiu de uma droga para outra.
terça-feira, março 03, 2009
Eu e o Nuno
Uma manhã destas recebo uma chamada no meu escritório. É o Nuno (outro Nuno, portanto; agora que penso nisso, a minha vida é uma repetição de nomes) actualmente Director de um organismo importante no campo da arbitragem).
Eu e o Nuno fomos muito amigos durante os cinco anos de faculdade, dizendo-se até que éramos mais do que isso. Mas não éramos. Nunca deixámos de ser grandes, grandes amigos. O Nuno era alto, entroncado, olho azul. Tinha a particularidade de nunca ter frio e vestir uma mera camisa em pleno Inverno. Fazia furor entre as meninas embora eu nunca o tivesse achado giro. Havia qualquer coisa no olhar dele - gélido e alucinado - que me fazia separar os campos. Devo ter sido a única mulher que ele abraçou ou que pefou ao colo na praia sem nenhuma segunda intenção.
Foi também o meu par no baile de finalistas (e deu-me cabo do vestido, num tango que deu muito que falar e que acabou comigo a ter uma racha até quase ao rabo durante o resto do baile), íamos à praia juntos, falávamos de raparigas e de rapazes, de amores e desamores. Foi o único - a não ser o outro senhor dos olhos azuis - a perguntar-me o que me tinha passado pela cabeça para andar com o Hugo. Assim de chofre: "tu és tão inteligente, porquê, Rita? Era cama?". Respondi-lge que gostava mesmo dele e ele limitou-se a retorquir: "Então ainda é mais incompreensível".
Ainda me lembro do ar da Rita loura a olhar para nós quando, na praia de Carcavelos, decidimos que, se o vento tinha levado mais de metade dos apontamentos, isso significava claramente que essa matéria não ia sair. E não saiu.
Ou quando o Jorge Miranda me foi chamar à aula de Filosofia do Direito porque o Nuno decidiu bater no Miguel Silva e não havia quem os conseguisse separar.
Ou, por último, quando apresentámos o trabalho também em Filosofia do Direito, o qual acabou com ele a pegar-me ao colo e a deitar-me à força em cima da mesa da assistente, num anfiteatro. Já não me lembro o que pretendia ele provar com tal mas lembro-me de a assistente - Susana Maltez- ficar com os olhos arregalados e eu ter chorado a rir. Tivémos 16 no trabalho mas com uma notação de que não era necessário levarmos as nossas teses tão ao extremo.
Volvidos dez anos desde o final do curso, fomos almoçar.
Ele está muito parecido mas está cheio de rugas. Começou com uma apresentação muito formal e ia continuar nesse registo até que eu lhe disse: "Pára lá com isso. Estás a falar comigo, lembras-te?. Explica-me lá se esta merda funciona ou não e vamos almoçar os dois".
E depois... E depois andámos dez anos para trás e de repente éramos os dois de novo jovens, irreverentes e cheios de garra.
Foi um bom almoço.
Obrigada, Nuno.
Eu e o Nuno fomos muito amigos durante os cinco anos de faculdade, dizendo-se até que éramos mais do que isso. Mas não éramos. Nunca deixámos de ser grandes, grandes amigos. O Nuno era alto, entroncado, olho azul. Tinha a particularidade de nunca ter frio e vestir uma mera camisa em pleno Inverno. Fazia furor entre as meninas embora eu nunca o tivesse achado giro. Havia qualquer coisa no olhar dele - gélido e alucinado - que me fazia separar os campos. Devo ter sido a única mulher que ele abraçou ou que pefou ao colo na praia sem nenhuma segunda intenção.
Foi também o meu par no baile de finalistas (e deu-me cabo do vestido, num tango que deu muito que falar e que acabou comigo a ter uma racha até quase ao rabo durante o resto do baile), íamos à praia juntos, falávamos de raparigas e de rapazes, de amores e desamores. Foi o único - a não ser o outro senhor dos olhos azuis - a perguntar-me o que me tinha passado pela cabeça para andar com o Hugo. Assim de chofre: "tu és tão inteligente, porquê, Rita? Era cama?". Respondi-lge que gostava mesmo dele e ele limitou-se a retorquir: "Então ainda é mais incompreensível".
Ainda me lembro do ar da Rita loura a olhar para nós quando, na praia de Carcavelos, decidimos que, se o vento tinha levado mais de metade dos apontamentos, isso significava claramente que essa matéria não ia sair. E não saiu.
Ou quando o Jorge Miranda me foi chamar à aula de Filosofia do Direito porque o Nuno decidiu bater no Miguel Silva e não havia quem os conseguisse separar.
Ou, por último, quando apresentámos o trabalho também em Filosofia do Direito, o qual acabou com ele a pegar-me ao colo e a deitar-me à força em cima da mesa da assistente, num anfiteatro. Já não me lembro o que pretendia ele provar com tal mas lembro-me de a assistente - Susana Maltez- ficar com os olhos arregalados e eu ter chorado a rir. Tivémos 16 no trabalho mas com uma notação de que não era necessário levarmos as nossas teses tão ao extremo.
Volvidos dez anos desde o final do curso, fomos almoçar.
Ele está muito parecido mas está cheio de rugas. Começou com uma apresentação muito formal e ia continuar nesse registo até que eu lhe disse: "Pára lá com isso. Estás a falar comigo, lembras-te?. Explica-me lá se esta merda funciona ou não e vamos almoçar os dois".
E depois... E depois andámos dez anos para trás e de repente éramos os dois de novo jovens, irreverentes e cheios de garra.
Foi um bom almoço.
Obrigada, Nuno.
sábado, fevereiro 28, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
O Tó Melão
Há cerca de 18 anos atrás eu era frequentadora diária da Silvia, pastelaria essa que ficava a um minuto da minha casa.
Um desses dias, um ser (que nós por maldade chamámos "podre" mas que tinha a alcunha de Tó Melão) disse que eu era bonita. Acho que foi a primeira vez que um homem me disse tal.
A nossa história cruzou-se depois por causa do Virgílio, à data comissário de bordo, quinze anos mais velho, que fazia parte do grupo dele e com quem eu namorei.
O Tó Melão era o típico homem generoso, um pouco tonto, que estava nitidamente perdido. Ainda eu namorava com o Virgilio e o Tó Melão meteu-se na heroina mas forte e feito. Ficou-me para sempre na memória a imagem dele e da namorada, com uma brutal "moca", na esplanada da Silvia. Foi nesse dia que eu decidi que, desse por onde desse, nunca experimentaria drogas duras porque, nunca por nunca, chegaria àquele estado.
Uns anos mais tarde, vi o Tó Melão a arrumar carros à frente do Vává e ele disse-me que eu fui a única daquele grupo do virgílio que lhe falava.
Entretanto, soube-o recuperado e fiquei contente porque, daquela gente toda, ele era o melhor.
Este fim-de-semana, na Mexicana, num café com as Anas, vi o Tó Melão, a cambalear, com uma garrafa de vinho tinto na mão. E fiquei triste. Houve um momento em que nos fitámos um ao outro e eu senti o meu chão a descer...
Tó Melão, tenho muita pena. Muita pena mesmo.
Um desses dias, um ser (que nós por maldade chamámos "podre" mas que tinha a alcunha de Tó Melão) disse que eu era bonita. Acho que foi a primeira vez que um homem me disse tal.
A nossa história cruzou-se depois por causa do Virgílio, à data comissário de bordo, quinze anos mais velho, que fazia parte do grupo dele e com quem eu namorei.
O Tó Melão era o típico homem generoso, um pouco tonto, que estava nitidamente perdido. Ainda eu namorava com o Virgilio e o Tó Melão meteu-se na heroina mas forte e feito. Ficou-me para sempre na memória a imagem dele e da namorada, com uma brutal "moca", na esplanada da Silvia. Foi nesse dia que eu decidi que, desse por onde desse, nunca experimentaria drogas duras porque, nunca por nunca, chegaria àquele estado.
Uns anos mais tarde, vi o Tó Melão a arrumar carros à frente do Vává e ele disse-me que eu fui a única daquele grupo do virgílio que lhe falava.
Entretanto, soube-o recuperado e fiquei contente porque, daquela gente toda, ele era o melhor.
Este fim-de-semana, na Mexicana, num café com as Anas, vi o Tó Melão, a cambalear, com uma garrafa de vinho tinto na mão. E fiquei triste. Houve um momento em que nos fitámos um ao outro e eu senti o meu chão a descer...
Tó Melão, tenho muita pena. Muita pena mesmo.
terça-feira, fevereiro 24, 2009
então aqui vai...
A minha amiga Patrícia desafiou-me a contar nove coisas sobre mim, das quais três são mentira. Resta saber quais...
Aqui vão... (SGE, tu não participas, faz favor), à laia de contra-sensos.
1 .º- Politicamente sou muito à esquerda mas gosto de coisas caras e de marca;
2 .º- Quando era adolescente fazia corridas em contra-mão na Marginal de mota;
3 .º- Saí de casa antes de ser maior de idade;
4 .º- Nos 5 anos de fdl raro foi o dia em que saí à noite;
5 .º- O Professor Jorge Miranda proibiu-mne de ir às reuniões do Conselho Directivo da FDL de mini-saia;
6 .º- Gosto muito de praia mas fico sempre à sombra;
7 .º- Adorei Cuba e insisto sempre lá voltar;
8.º- Sou filha única;
9 .º- Já votei no PSD uma vez.
Aqui vão... (SGE, tu não participas, faz favor), à laia de contra-sensos.
1 .º- Politicamente sou muito à esquerda mas gosto de coisas caras e de marca;
2 .º- Quando era adolescente fazia corridas em contra-mão na Marginal de mota;
3 .º- Saí de casa antes de ser maior de idade;
4 .º- Nos 5 anos de fdl raro foi o dia em que saí à noite;
5 .º- O Professor Jorge Miranda proibiu-mne de ir às reuniões do Conselho Directivo da FDL de mini-saia;
6 .º- Gosto muito de praia mas fico sempre à sombra;
7 .º- Adorei Cuba e insisto sempre lá voltar;
8.º- Sou filha única;
9 .º- Já votei no PSD uma vez.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
O famoso parecer
Ontem foi tornado público um parecer de Garcia Pereira.
Isto nada tem de extraordinário. O que é, na minha opinião, extra-ordinário são os comentários que li no fórum do Público.
Não se discute nada sobre a essência do problema mas, ao invés, a pessoa do autor do parecer. Fala-se de iates, de participações em empresas, de compras na bolsa. Ridículo! Se ele tivesse isso, presumo que eu saberia. Mas isto é só uma ideia minha...
Isto nada tem de extraordinário. O que é, na minha opinião, extra-ordinário são os comentários que li no fórum do Público.
Não se discute nada sobre a essência do problema mas, ao invés, a pessoa do autor do parecer. Fala-se de iates, de participações em empresas, de compras na bolsa. Ridículo! Se ele tivesse isso, presumo que eu saberia. Mas isto é só uma ideia minha...
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Para não escrever um novo conto sobre o Pinóquio
Aqui vai...
Sim, ainda sou menina para vir falar dos encantos do Bruno Aleixo
Sim, ainda sou menina para vir falar dos encantos do Bruno Aleixo
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Temos a solução, Senhor Primeiro-Ministro!
O Senhor Primeiro-Ministro atribui esta crescente onda de interesse sobre as negociatas do Freeport a poderes ocultos.
Ora, como se sabe, para combater poderes ocultos, nada como o Professor Karamba.
Assim, em vez de ir pedir à Dr.ª Cândida Almeida que vá dizer lugares-comuns para a TV ou ao Silva Pereira (esse sim com olhares de ódio), o que o Senhor Pinto de Sousa deve fazer é dirigir-se ao Professor Karamba.
Ele resolve.
Ora, como se sabe, para combater poderes ocultos, nada como o Professor Karamba.
Assim, em vez de ir pedir à Dr.ª Cândida Almeida que vá dizer lugares-comuns para a TV ou ao Silva Pereira (esse sim com olhares de ódio), o que o Senhor Pinto de Sousa deve fazer é dirigir-se ao Professor Karamba.
Ele resolve.
terça-feira, janeiro 27, 2009
ah...
Ontem, numa entrevista à RTPN, num único minuto, Isabel Pires Lima, antiga Ministra da Cultura, disse 15 vezes "ah".
O pior de tudo é que esses mesmos "ah" foram o contributo mais inteligente que deu.
O pior de tudo é que esses mesmos "ah" foram o contributo mais inteligente que deu.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Obrigado aos meus leitores
Venho agradecer publicamente aos meus leitores, em particular os do Ministério da Justiça e da Prsidência do Conselho de Ministros, pela extrema dedicação com que brindam o meu blogue.
É muito gratificante saber que todos os dias úteis sou lida às 10h00. Por outro lado, dá para se perceber que por aqueles lados ainda vigoram os horários de função pública.
Ah, pois! Quem espia... é espiado.
É muito gratificante saber que todos os dias úteis sou lida às 10h00. Por outro lado, dá para se perceber que por aqueles lados ainda vigoram os horários de função pública.
Ah, pois! Quem espia... é espiado.
Take 2
Diz a besta que espera que não existam dúvidas.
Nenhumas, Senhor Ministro, nenhumas.
Estamos até bastante esclarecidos.
Nenhumas, Senhor Ministro, nenhumas.
Estamos até bastante esclarecidos.
Grande, grande...
Mário Crespo!
Esta é "a" entrevista.
E, no final deste dia horrível, dou por mim muito divertida a ouvir as atoardas da besta do Silva Pereira.
Ainda tem a lata de dizer que achava que vinha para prestar "esclarecimentos", pensando que fazia aqui propaganda à borlix.
Lindo...
Esta é "a" entrevista.
E, no final deste dia horrível, dou por mim muito divertida a ouvir as atoardas da besta do Silva Pereira.
Ainda tem a lata de dizer que achava que vinha para prestar "esclarecimentos", pensando que fazia aqui propaganda à borlix.
Lindo...
Diz que sim...
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Tudo bons rapazes
Caso Freeport: polícia faz buscas a tio de Sócrates e ao advogado Vasco Vieira de Almeida
A primeira pergunta é a de porque raio não foram à casa do próprio.
A segunda é a de se saber se também avisaram os visados antecipadamente como sucedeu na Operação Furacão.
Mas isto sou eu que sou curiosa...
A primeira pergunta é a de porque raio não foram à casa do próprio.
A segunda é a de se saber se também avisaram os visados antecipadamente como sucedeu na Operação Furacão.
Mas isto sou eu que sou curiosa...
terça-feira, janeiro 20, 2009
Adeus, João.
Conheci-o numa altura em que ele andava na FDL e eu queria vir a andar.
Ontem, soube da morte dele e fiquei bastante triste.
Até sempre, João.
O mundo fica mais pobre sem o génio do teu olhar.
Ontem, soube da morte dele e fiquei bastante triste.
Até sempre, João.
O mundo fica mais pobre sem o génio do teu olhar.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
A besta
Hoje era suposto ter tido julgamento. Sua Excelência adiou-o porque foi ter formação.
A mim parece-me bem. Ele precisa muito de formação. Mesmo muito.
A mim parece-me bem. Ele precisa muito de formação. Mesmo muito.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Aulas - take 2
Numa outra sede e num outro contexto, eles olham para mim como se eu fosse um ser acima do comum dos mortais.
Eu fito-os e vejo ilusões e empenho. É bom estar ali. Quase que me faz esquecer a selva que existe depois.
PS- E sexta vou estar com a besta. Medo... Muito medo. Tanta bomba desperdiçada.
Eu fito-os e vejo ilusões e empenho. É bom estar ali. Quase que me faz esquecer a selva que existe depois.
PS- E sexta vou estar com a besta. Medo... Muito medo. Tanta bomba desperdiçada.
Aulas
A Professora podia dizer qual é a pergunta de desenvolvimento, repete ele incessantemente. O teste vai ser amanhã.
Ignoro a primeira. A segunda. A terceira.
À quarta, penso que chega.
Respondo: " Isso é uma desonestidade intelectual. Se não se importa de o ser, eu importo-me."
A alminha que deve ter para aí uns vinte anos a mais que eu resolver grunhir:" Eu pago".
Pronto. Tudo estragado. Olho para ele com ar de gozo e digo:" Pois a mim pagam-me por aula não por passagem. Donde... Não tenho nada a ver com questões de pagamentos seus."
"Oh, Professora, nunca ninguém falou comigo assim."
"Ai não? Tem tido sorte".
Bom, está visto. Também não é ali que ganho o prémio de miss simpatia.
Ignoro a primeira. A segunda. A terceira.
À quarta, penso que chega.
Respondo: " Isso é uma desonestidade intelectual. Se não se importa de o ser, eu importo-me."
A alminha que deve ter para aí uns vinte anos a mais que eu resolver grunhir:" Eu pago".
Pronto. Tudo estragado. Olho para ele com ar de gozo e digo:" Pois a mim pagam-me por aula não por passagem. Donde... Não tenho nada a ver com questões de pagamentos seus."
"Oh, Professora, nunca ninguém falou comigo assim."
"Ai não? Tem tido sorte".
Bom, está visto. Também não é ali que ganho o prémio de miss simpatia.
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Bombas e o Tribunal do Trabalho
Caiem bombas por todo o lado e não há nenhuma que vá parar a uma determinada secção de um determinado juízo do Tribunal do Trabalho?!!!
A vida não é justa. E as bombas também não.
A vida não é justa. E as bombas também não.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Frio...
Tenho frio.
Peso quarenta quilos,sou pequena e friorenta.
Alguém me explica porque raio não moro num país tropical?!!!
Peso quarenta quilos,sou pequena e friorenta.
Alguém me explica porque raio não moro num país tropical?!!!
sábado, janeiro 03, 2009
Ora aí está...
Uma das minhas rivais na FDL era a Clara Costa. Ao contrário de mim, a Clara sempre quis fama e poder. Conseguiu-o. Não necessariamente pelas melhores razões mas isso também não interessa nada.
A sorte dela é que eu não sou muito vingativa. Se fosse, era menina para demonstrar que o que ela fez na Gebalis era o resultado de anos e anos de prática na AAFDL.
A sorte dela é que eu não sou muito vingativa. Se fosse, era menina para demonstrar que o que ela fez na Gebalis era o resultado de anos e anos de prática na AAFDL.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Resolução de fim de ano...
Não tenho nenhuma. Não tenciono deixar de fumar, nem vou plantar nenhuma árvore, donde...
Vou tentar comprar menos malas e sapatos. Hum... Isso também não.
Talvez começar a maquilhar-me sem ser para ir dar aulas ou para ir para tribunal. Bom... Só não dou aulas às sextas. Também não pode ser.
Não tenho mesmo nenhuma.
Vou tentar comprar menos malas e sapatos. Hum... Isso também não.
Talvez começar a maquilhar-me sem ser para ir dar aulas ou para ir para tribunal. Bom... Só não dou aulas às sextas. Também não pode ser.
Não tenho mesmo nenhuma.
Bom ano!
A mim, sugestionada pela música Fix you, deu-me para pensar que os 32 me pesam.
Não tenho cabeça para ter esta idade.
Já escrevi um livro mas falta o resto.
Credo! Trinta e dois anos. Não devia ter mais de vinte. Nessa altura tinha tempo.
E o tempo não se compra. Vai escoando, sem que se dê por isso. De repente, temos trinta e dois anos, as rugas estão aí,três cabelos brancos a despontar, os nossos amigos começam a ter filhos e nós ficamos sem saber o que fizemos com os dias da nossa vida.
Não tenho cabeça para ter esta idade.
Já escrevi um livro mas falta o resto.
Credo! Trinta e dois anos. Não devia ter mais de vinte. Nessa altura tinha tempo.
E o tempo não se compra. Vai escoando, sem que se dê por isso. De repente, temos trinta e dois anos, as rugas estão aí,três cabelos brancos a despontar, os nossos amigos começam a ter filhos e nós ficamos sem saber o que fizemos com os dias da nossa vida.
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