Há uns anos atrás dei início a uma saga de textos. Os "Quase". Passaram nada menos que cinco anos desde a noite em que sai daquela peça de teatro angustiada, lágrima no olho, o eterno cigarro na outra. A Rita Loira a meu lado, na mesma figura. Nessa noite destilámos as frustações de quem tem vinte e dois anos, um curso quase na mão e o amor a escoar-se entre os dedos. Nessa noite, entre um cigarro e outro, tivemos a capacidade de sermos absolutamente genuínas. Nessa noite, à semelhança de muitas outras, deixei estalar o verniz e com ele a imagem de "femme fatale" com que sempre me defendi.
Na voragem do tempo, fiz cair todas as minhas paixões. Uma atrás da outra. Como se não existisse mais nada que processos em tribunal, malas e sapatos a condizer e o meu eterno n.º 5. Nunca mais me permiti dançar como dancei naquele ano. Provavelmente, nunca mais dançarei como se o mundo fosse acabar ali.
Hoje olho para atrás com a sensação de que é tudo um enorme vazio. De que estive sempre QUASE lá. Quase a ser feliz.
quinta-feira, julho 08, 2004
quinta-feira, julho 01, 2004
o Canto dos Cisnes- Take 1
Um perfeito dia de merda. A imensa ineficácia da máquina da justiça, gozando da complacência de quem, vestindo a pele de cordeiro, finge defender os direitos dos cidadãos.
Numa altura em que o nacionalismo está exarcebado, senti uma profunda vergonha de viver neste país. Uma lástima.
Tenho saudades do nono A. Saudades do tempo em que avançava pela Av. de Roma de livro numa mão, cigarro noutra e o sorriso de quem sabia que nunca vergaria às convenções sociais.
Correu mal, Ice. Correu tudo tão mal...
Quem me reconheceria, quilos de convicções mais magra? Quem me reconheceria nesta imagem de advogada, de professora? Quem reconheceria a miúda loira que lia Simone Beauvoir e Milan Kundera? Quem se lembrará de nós, da juventude e da força que tivemos?
Haverá ainda alguém?
Estou farta de viver nesta sociedade plastificada. Estou farta de ver merda na Tv. Estou farta de ser um belo produto desta sociedade.
E por hoje é tudo...
Numa altura em que o nacionalismo está exarcebado, senti uma profunda vergonha de viver neste país. Uma lástima.
Tenho saudades do nono A. Saudades do tempo em que avançava pela Av. de Roma de livro numa mão, cigarro noutra e o sorriso de quem sabia que nunca vergaria às convenções sociais.
Correu mal, Ice. Correu tudo tão mal...
Quem me reconheceria, quilos de convicções mais magra? Quem me reconheceria nesta imagem de advogada, de professora? Quem reconheceria a miúda loira que lia Simone Beauvoir e Milan Kundera? Quem se lembrará de nós, da juventude e da força que tivemos?
Haverá ainda alguém?
Estou farta de viver nesta sociedade plastificada. Estou farta de ver merda na Tv. Estou farta de ser um belo produto desta sociedade.
E por hoje é tudo...
domingo, junho 27, 2004
O canto dos cisnes
Porque é nesse derradeiro momento em que vemos a beleza da vida.
Porque não pode ser Carpe Diem.
Porque cada de nós morre parcialmente a cada dia que passa para voltar a renascer na fracção de segundos subsequente.
(e também porque estou farta de escrever sobre Direito do Trabalho).
Porque não pode ser Carpe Diem.
Porque cada de nós morre parcialmente a cada dia que passa para voltar a renascer na fracção de segundos subsequente.
(e também porque estou farta de escrever sobre Direito do Trabalho).
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