sábado, março 31, 2007

de partida para a República Dominicana... November Rain

When I look into your eyes
I can see a love restrained
But darlin' when I hold you
Don't you know
I feel the same
'Nothing' lasts forever
And we both know hearts can change
And it's hard to hold a candle
In the cold November rain
We've been through this such a long, long time
Just tryin' to kill the pain
But lovers always come and lovers always go
An no one's really sure who's lettin' go today
Walking away
When it takes the time
To lay it on the line
I could rest my head
Just knowin' that you were mine
All mine
So if you want to love me
Then darlin' don't refrain
Or I'll just end up walkin'
In the cold November rain
Do you need some time... on your own
Do you need some time... all alone
Everybody needs sometime... on their own
Don't you know you need sometime... all alone
I know it's hard to keep an open heart
When even friends seem out to harm you
But if you could heal a broken heart
Wouldn't time be out to charm you
Sometimes I need some time... on my own
Sometimes I need some time... all alone
Everybody needs some time... on their own
Don't you know you need some time... all alone
And when your fears subside
And shadows still remainI know that you can love me
When there's no one left to blame
So never mind the darkness
We still can find a way
'Cause nothin' lasts forever
Even the cold November rain
Don't ya think that you need somebody
Don't ya think that you need someone
Everybody needs somebody
You're not the only one
You're not the only one

sexta-feira, março 30, 2007

A tragédia da UNI

Bom... Palavras para quê?!
As imagens falam por si. E o sentimento é um misto de alegria pelas amizades que se criaram na crise e de tristeza pelo final eminente.
Existem momentos que ficarão para sempre:
O meu ar de requintada ironia a dizer que teria dificuldades em leccionar Direito do Trabalho numa faculdade onde se despediram sumariamente professores.
A minha fúria, de dedo em riste, a dizer ao anormal do Carlos Rodrigues que não lhe admitia que falasse assim do meu amigo Pedro e a perguntar ao segurança se havia algum azar. O tosco do Álvaro Dias a garantir que eu tinha sido convidada para dar processo laboral e eu a desmenti-lo, em frente de toda a gente.
O Pedro na RGA, vermelho de raiva, daquela raiva que só os que têm a razão do seu lado se permitem ter, a dar uma bailarico de direito ao designado Reitor.
A Alexandra, a minha menina corajosa, a expulsar o anormal do Alexandre da aula dela, dizendo-lhe : "Esta aula é minha. O que é que tu não percebes? Sai daqui."
O António a arrombar a porta. Eu a chorar que nem uma madalena com o António a ter uma espécie de avc e o Reinaldo, pensando que a minha aflição era por causa da UNI, a levar-me para a casa-de-banho e a pôr-me paninhos de água fria na cara.
Eu, agarrada ao Pamplona, a chorar. O Fernando a beijar-me a mão e a dizer que, apesar de eu o odiar, eu era a professora que ele mais adorava.
Enfim... Estes momentos aligeiram a dor imensa que é ver aquilo ruir. E com a ruína caiem os alunos também.
Se fiz milagres, alguém os desfez.

segunda-feira, março 12, 2007

Sem título

"A mermaid found a swimming land
Picked him for her own,
Pressed her body to his body,
Laughed; and plunging down
Forgot in cruel happiness
That even lovers drown"
William Yeats

sexta-feira, março 02, 2007

And now for something completly diferent

Morreu o Bento. (Não, não me deu um acesso. Isto tem uma lógica... Como se verá.)
Antes morreu o Feher e mais uns que jogavam basquetebol. O Sena também morreu, em plena prática de desporto (no caso dele, automóvel, é certo)
Dqui retiro que a prática de desporto mata. Ora, não vejo o Governo - que agora me proíbe de fumar por causa da mortalidade - a proibir a prática de desporto.
Ah pois. Ou há mor(t)alidade ou comem todos.

Obrigada Super Guerreiro do Espaço!

O SGE ensinou-me uma vez que, quando os e-mails são enviados para um conjunto de pessoas, tal significa que o assunto deve interessar a todos. Consequentemente, as respostas devem ser remetidas a todos também.
Ora, esta semana recebi este lixo:

"Caros Professores
Nestes dias tumultuosos muito se tem falado na comunicação social sobre o que acontece na nossa universidade. Muito foi dito, e muito se vai dizer, mas sinto que vos devo uma explicação, infelizmente tardia.
Esta revolução foi muito adiada, sempre com medo das possíveis repercussões na UnI. Não foi possível adiar mais, sob pena de não existir universidade a muito curto passo.
Não entro em acusações desnecessárias, os tribunais vão pronunciar-se. Toda esta confusão permitiu que certas forças de bloqueio fossem ultrapassadas e que as nossas instituições se pronunciem e acelerem processos e decisões.
Explico muito brevemente que em termos académicos a Universidade não respeitava o normal funcionamento; Conselho Cientifico e Reitoria eram sistematicamente ultrapassados. A demissão do Vice-Reitor e dos Directores Executivos vieram repor a normalidade no funcionamento.
Quanto ao Conselho de Administração Executivo foram detectadas várias irregularidade e esta foi demitida na segunda-feira de manhã depois da Assembleia Geral e do respectivo Conselho Geral. O novo CAE será apresentado na próxima sexta-feira.
As aulas estão suspensas até sexta-feira, excepto casos extraordinários, mas todos os exames seguem em funcionamento.
Na segunda feira recomeçam as aulas em força e no inicio da semana será apresentado o plano de funcionamento para a SIDES e os seus planos para a restruturação e crescimento futuro. Reforçámos o quadro docente cumprindo as obrigações impostas pelo ministério.
Convido-os a consultar no site da UnI o despacho reitoral.
A UnI ABRE SEGUNDA FEIRA.
Um abraço a todos
Frederico Arouca"

Eu não me fiz rogada... Fiz replay to all:

"O e-mail infra tem como assunto :”Explicação” mas esta fica-se mesmo por aqui.
Na próxima Terça-feira era suposto, tanto quanto percebo, realizar a apresentação das duas cadeiras que me foram distribuídas. Sucede que, no que concerne ao Direito do Trabalho, fiquei sem regente. Quanto a Processo Civil Declarativo desconheço se a minha assistente mantém essa qualidade. Eu própria também não fui informada se a Uni pretende efectivamente que eu dê aulas e qual a qualidade em que o deveria fazer (se como regente, se como assistente). Como me parece evidente, recuso-me a dar a cara perante os alunos sem lhes saber explicar em que qualidade o faço e qual a exacta composição da equipa docente. O mais elementar bom-senso dita que não o faça.
Para além disto, certo é que, se por ventura chegasse a dar aulas na cadeira de Direito do Trabalho, não poderia deixar de ensinar que, por enquanto, as pessoas só podem ser despedidas havendo justa causa e que a nossa lei, pese embora não seja perfeita, consagra mecanismos como o da suspensão preventiva que teria permitido obviar às lamentáveis cenas de que involuntariamente fui testemunha.
Ao longo desta semana tenho tentado que estas situações fossem minimamente esclarecidas. Até agora, sabendo-se que o corpo docente da Licenciatura de Direito está alegadamente a ser avaliado, não me chegou o resultado de tal “exame”. Desconheço assim se fui declarada “apta” e ninguém ainda me conseguiu fornecer qualquer explicação, seja sobre os critérios usados, seja sobre a minha própria permanência, seja até a identidade de que tão diligentemente avalia.
Não me considero, pois, minimamente esclarecida. Ao invés, o único sentimento que me assola é uma profunda perplexidade perante a circunstância de uma Universidade que lecciona um curso de Direito se permitir chegar a este ponto.
Independentemente de quem possa estar com a razão, esta série de episódios não podem deixar de envergonhar não só quem é protagonista como ainda quem se vê no papel de assistir de primeira fila à troca de acusações, a um corpo de invocados seguranças barrar a entrada a professores e ao facto de, durante três dias, três professores terem ficado, à chuva, do lado de fora. Por pior que tivessem sido os seus comportamentos (a terem existido), ninguém deve ser tratado desta forma. Especialmente, por uma Faculdade.
A UNI pode abrir Segunda-feira, os exames podem estar a decorrer. Há porém pelo menos uma pessoa que não vai fingir que está tudo normal e que a legalidade foi reposta (até porque quanto aos professores não foi). Sou eu.

Com os melhores cumprimentos,"

Pronto... Já é o segundo loiro que consegui que ficasse a espumar... Se calhar, devia fazer disto a minha carreira.