segunda-feira, dezembro 25, 2006

Já passou...

Passou.
Ainda tenho embrulhos de prendas rasgados pela sala. A idade vai-se notando também consoante as prendas que recebemos. A minha avó entendeu por bem dar-me um pijama cor-de-laranja (será que ninguém percebe que eu até para dormir gosto de preto ou de branco e ponto final?!!!), a mãe do André um outro "azul cueca", o meu pai deu-me um relógio do Calvin Klein e os meus irmãos deram-me molduras com as fotografias deles (gosto muito dos meus irmãos mas uma fotografia do Clooney não ia mal...). É terrivelmente injusto mas as prendas que mais gostei foram as que dei a mim própria: o trésor, a mala e livros (não, não é o da Carolina, nem o do Santana. Refiro-me a livros a sério, daqueles que não se leva para a casa-de-banho).
Sobrevivi. É o que importa.
Entretanto, dei por mim agarrada ao Milan Kundera. A Imortalidade. O livro do riso e do esquecimento. Ambos melhores que o famoso A insustentável leveza do ser. Páginas de um livro que tanto me diz, com o cheiro do trésor a pairar, remete-me para o passado. Curiosamente, também para o futuro. Para além da oferta de pijamas, o pior que o futuro tem é a certeza de mais um Natal.
A boa notícia é que se aproxima o fim-de-ano. Já não me meto dentro de vestidos pretos. Mas continuo a brindar com Moet.
(não é que este Natal me deu para começar a beber Moet ao jantar?!!!).

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