O que começou com umas noites de total loucura (incluindo até uma oferta conjunta, minha e do meu irmão, de uma galinha viva ao meu pai, comprada numas rifas...) tem vindo progressivamente a serenar.
Estou, como escrevi, quase só. Neste azul prodigioso. Fecho os olhos e não fosse a porcaria do doutoramento sei que era desta que escrevia a minha história.
Tenho tudo. Até uma vida em convulsão. A minha vida.
Quando entro no mar e nado, sinto que me posso reconstruir. Com mais ou menos lágrimas, eu sou capaz. Esta é a primeira vez, desde há uns mesitos, que tenho esperança em mim.
3 comentários:
Mais do que esperança, eu ACREDITO em ti :) Forte abraço!
Oh mulher, valha-me a santa. Uma gaja toda gira (dizem) uma inteligência brilhante, uma mulher que se cumpre em tudo aquilo a que se compromete e que exerce a tua profissão com a paixão e o empenho e a dedicação com que tu exerces...
Fragilidades? Claro que sim. Quem não as tem.
Olha, alturas há em que me apetecia chamar-me Vanessa e ter um cabeleireiro na Brandoa. E um Quim Zé para passear no Colombo durante o fds vestida de fato de treino roxo. São felizes as Vanessas e os Quim Zés deste país... São sim sra! Mas que fazer, não nasci (nem tu) Vanessa, por isso nada a fazer.
bj
E que tal trabalhar nas portagens? Hum... Não era um trabalho mesmo fixe para uma Karina? Imagino logo a Karina a sair à noite, cheia de brilhantes e de banha à mostra que o que é bom é para se ver... E a engatar um Tozé, podre de bebâdo e a serem ambos muito felizes e terem um bando de miúdos ranhosos.
Um dia, no liceu, dei por mim a olhar com inveja para um casalinho maravilha. Eram burros que nem portas, feios como tudo mas tão ... felizes. E eu pensei: sou muito mais gira e mais esperta. Porque raio não tenho o direito a ser feliz. Ousei repetir isso em casa e a minha avó ia-me matando.
Bjs
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