Já não o via há uns tempos...
O Rodrigo combinou comigo no Zoo, levou a Raquel - que tem um ano e tal e é linda de morrer - e comunicou-me que agora trabalha predominantemente em casa. Acompanha cada passo da filha, anda de t-shirt e de calças de ganga e pareceu-me feliz.
Foram duas horas bem passadas, a rir de tudo.
Saio de lá e só consigo pensar:"Sou mesmo estúpida". Chego ao escritório e constato que, efectivamente, sou estúpida que nem uma porta.
É um que me escreve que fulano tal ligou e que era urgente mas sem perguntar qual era o assunto. É a outra que em dois dias e sendo telefonista ainda não conseguiu arranjar tempo para fazer uma chamada. São pilhas de papel.
É a minha ex-estagiária que fez oral e sai deste escritório sem que lhe dêem sequer uma palavra de estímulo. Muito menos, uma preocupação com o seu futuro.
Honestamente, quase que me apetece ter um filho só para ter pretextos para não meter cá os pés.
5 comentários:
Não!
Porque é fantástico, são a melhor coisa do mundo.
Quando tudo parece negro, eles sorriem e motivam-nos para o dia de amanhã, fazem-nos ver que as coisas não são assim tão más.
Sabes que quanto mais tempo levares a sair desse escritório mais complicado se torna, certo?
Um dia que tenha um filho terei de ter tempo para eler. E, para ter tempo, terei também de ter uma estabilidade financeira e profissional que não tenho.
Agoar que era um bom pretexto, era.
MM
Por um lado, sim. Por outro, não. Fazendo o doutoramento ainda aqui, saio muito valorizada. Até lá, pode ser que as coisas melhorem. Ou não.
Bom, e acabando o doutoramento, serão as provas de agregação ou um pós doutoramento (qualquer coisa!!!).
Sabes bem (aliás sabemos bem) de que essa conversa do: eh pá agora vou só fazer mais isto, porque a seguir posso fazer aquilo...
Eu ainda ando aqui com a agonia dos códigos e já ando a piscar o olho ao espanhol e ao inglês e mais uma pós graduação que vi na Católica e quem sabe talvez o estágio (ainda não decidi), mas bom, bom era um summer law course que vi na universidade de Haia já para não falar no colégio da Europa.
Pessoas como tu (nós) não mudam nunca !!!
A única diferença é que eu já não quero ter filhos e não me parece que vá mudar de ideias.
beijo
Pois não sabem o que perdem.
Por muitos cursos, pós-graduações, doutoramentos, e o "diabo a sete" que façam, nada substitui um filho.
É a melhor "formação" que podem tirar.
Para além de que, um filho não obsta a que façam tudo o que desejam (sim eu sei, que se torna mais complicado conciliar as coisas, mas com boa vontade tudo se resolve).
Enviar um comentário