Vinda do concerto do Miguel Dias, em plenas obras no acesso da A5, eis que o tunning da frente pára. Percebo que aquilo não deve ser boa coisa e meto primeira. Sai um gajo e traz uma coisa na mão. Aponta-me uma pistola ao vidro do lugar do morto. A pergunta é: o que te roubaram.
Nada! Aqui a louca que não vê à noite, passa-se da cabeça, convence-se que a querem violar e arranca com o carro. Em contra-mão. Umas rotundas quaisquer volvidas, as alminhas desistem.
Venho na A5 em estado de choque, com as pernas a tremerem, a fumar cigarro atrás de cigarro.
Hoje de manhã, rouca até mais não (essa é outra história), depois de ter sido dispensada de alegar atento o facto de mal falar, conto ao meu pai. Antes que venha o sermão, avanço já que acho que me passei e que tenho consciência que podia ter levado com uma bala. Agora, penso outra vez naquilo e não me consigo arrepender. Ecepto talvez de não ter pedido de licença de porte de arma.
2 comentários:
Ai mulher, olha não sei se foi coragem ou loucura mas isso também não interessa nada.
Estás bem ?
Estou, estou.
Cinco horas depois, lá estava eu no Tribunal do Trabalho.
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