"A verdade é como um cobertor que deixa sempre os meus pés gelados. Tu podes pontapear, bater, e ele nunca vai chegar. Tu puxas, esticas, e ele nunca cobre ninguém. E desde o momento em chegamos chorando até o momento em que partimos morrendo, ele só vai cobrir o teu rosto, enquanto tu gemes, choras e gritas."
Embora ultimamente o filme da minha vida seja o "Era uma vez na América", foi aquele que mudou a minha vida. Comecei por adorar o Neil e, fruto do fluir do tempo, transferi esse sentimento para o CHarlie "Nuwanda". Nas noites em que me senti a vertigem do abismo e quase me deixei enfeitiçar, foi o Carpe Diem o que me fez suster a queda. Em vez de ser um Neil, tentei ser uma Nuwanda. Exercer o meu direito a não andar quando me sugerem fazê-lo. Escolher o caminho mais difícil e não ser delatora. Levantar-me, por os pés em cima da mesa e atrever-me a ver o mundo de outro prisma. E, pese embora tenha perdido o hábito de subir para cima de mesas (as RGA's e o Bugix ficaram lá atrás), gosto de pensar que ainda posso ter a ousadia de vislumbrar para além do óbvio.
No mais, a verdade é mesmo um cobertor que não estica. O que me vale é que ainda é Verão e a mentira não é minha.
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