Daqui a uns parcos dois meses e uns dias farei trinta anos. Pese embora os meus amigos tenham sempre conseguido imaginar-me com sessenta anos (não, não era um bom prognóstico... englobava uma madeixa branca, uma bengala de cabo de prata e a mala sempre aberta para subornar os netos deles para irem gritar para longe), nunca me dei ao trabalho de pensar como seria ter esta idade em que não somos carne nem peixe (em rigor, não somos carne nem ossos). Agora que os sinto perto, não acho nada de especial. Com algumas excepções (entre elas, enfim, a celulite e as rugas ridículas perto dos olhos), sinto-me a mesma de sempre.
Desilusões à parte, estou quase igual ao que era. Estranho mundo este!
(Na verdade, estou melhor! Nunca um divórcio me soube tão bem quanto o do meu pai. Citando a máxima do Confucio, a melhor forma de se conseguir uma coisa é desistir dela.)
1 comentário:
Muito gosta você desta foto!
É porque tem a tirou já morreu ou é pelo fragmento de pensamento que ficou cristalizado?
Já lhe disse uma vez e repito: fica melhor quando se ri. O olhar sombrio não condiz consigo.
Este seu post sobre a Marilyn recordou-me uma coisa. Acho que finalmente percebo porque gosta tanto: nenhuma de vocês é o que parece e qualquer uma é bem melhor do que aparenta.
Beijo e até Setembro
M
Enviar um comentário