Vem desde miúda a minha fixação com a Marilyn Monroe.
Quando olho para as fotografias dela, vejo uma mulher dulcíssima a transfigurar-se na burra que nunca foi. E não deixo de me comover com o destino trágico, irónico e solitário dela. Morreu como viveu grande parte da sua vida: nua e na cama. Mas até para isso ela tinha resposta. Dizia que o sexo nunca tinha feito mal a ninguém (OK, ainda não tinha hipótese de ter tomado contacto com os celébres videos do Taveira e que contrariam esta afirmação).
A Marilyn tinha uma aura imensa, uma luz e um brilho que a faziam parecer etérea, uma beleza infinita. Eu, que sempre preferi as "femme fatale", a linha dura e inacessível, acho-a linda de morrer. E, mais do que isso, é dela um dos meus poemas preferidos.
Obrigado, Marilyn. Não por teres sido essa rábula. Apenas por teres escrito aquelas linhas.
http://www.marilynmonroe.ca/camera/galleries/black/blk39.html
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