"Tu és uma miséria! Estou desde dia 1 a tentar convidar-te para seres minha madrinha de casamento e não atendes a merda do telefone!".
Começou assim o meu dia. Comigo a dizer um "sim" rasgado, já a imaginar-me numa igreja a ler umas passagens da Bíblia. Enfim... Está descoberto qual é o casório onde não me vou apresentar de vestido preto. (Não ser baptizada o padre deixou passar. Agora um vestido preto e justo, isso sim, já era demais. Seja. Concedo. Vou tentar arranjar algo digno da ocasião.)
O Rui, meu grande amigo, vai também casar. O mesmo Rui que, quando caloiro, se atirou a mim de uma forma tão surrealista que a minha única reacção foi dizer que ele era maluco. O mesmo Rui que, quando passei férias na casa dele, me acordava ao som de música e que me ligou, uma noite destas, às 3h00 da matina, a dar-me uma notícia que eu não esperava.
O Rui vai casar. De repente, não concebo muita gente de quem poderia ser madrinha de casamento (talvez o Nuno mas duvido que ele caísse nessa...). Isso diz tudo.
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