segunda-feira, janeiro 22, 2007

The day after

(Porque não me apetece escrever nada de importante... Também porque no último café com o Henrique ele lembrou-me deste episódio...)
Ano 1999. Festa de anos do Ricardo, salvo erro no Rock City.
Provavelmente, ainda gostava do loiro. Todavia, desde há uns tempos que me vinha interessando pela faceta musical do Rui M. e pelo ar de menino perdido que ostentava sempre que estava fora do "palco". Em contra-ponto, não chegava a detestá-la mas andava lá perto. A Sónia tinha o condão de, visando atirar-se descaradamente ao Rui M., me irritar solenemente.
A memória que guardo era a de que estava num daqueles dias inspirados e cheia de energia. Ela chegou e apresentou-se com uma mala igual à minha. Farta de beber cubas livres, vou à casa-de-banho e ela segue-me. Lá dentro, isolada dos demais, a Sónia vira-se para mim e diz-me: "Sabes qual é a diferença entre nós? É que tu tens dias em que és genialmente fabulosa mas eu sou-o sempre". Olho para ela, já com a vista meia turva, apontando o copo. E digo: "Ai é? Então vamos ver como ficas com Cuba Livre". Verto o copo até à última gota em cima do cabelo dela. Faço um sorriso, abro a porta e digo: "Afinal, com cuba livre não ficas nada de especial".
Cá fora todos me interrogavam acerca do que fizera à Sónia. Quando sorri e pedi ao Rui M. que fosse ao bar trazer-me outra cuba livre só o Henrique é que percebeu o que se passara.
Meia hora depois saíu a desgraçada da Sónia. Mesmo a tempo de ver o que julgo ter sido uma das primeiras danças partilhadas com o Rui M..
Conclusão: não afrontes uma mulher, especialmente se ela tiver um copo cheio na mão.
Adeus Sónia.

1 comentário:

Anónimo disse...

So tenho duas palavras... MUITO BEM! Às vezes apetecia andar sempre com uma cuba livre para justiçar algumas cabeças que andam por aí. bjs e fica bem.
P