Com dois dedos a parecerem quatro, rendo-me às evidências e vou ao médico. Levo comigo o diagnóstico de bursite e já me tinha mentalizado para coordenar os horários do médico e do dentista (dentro de mim crescia o plano de, para além de arrancar os dentes do siso e de operar a mão, conseguir ainda aumentar uma determinada área do meu corpo, estilo três operações numa...).
Saio de lá com lágrimas nos olhos, depois de ter me ter sido explicado que a bursite ainda é o menor dos meus males. O prognóstico não é brilhante principalmente para quem, mesmo nos momentos em que tinha ideias suicidas, se preocupava em arranjar um vestido preto e a maquilhagem ideal.
Lido bem com a ideia de morte súbita ou rápida. Agora algo degenerativo é uma novidade para mim. Tão novidade que me esqueci do nome. Dá para acreditar?!
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