Fecho os olhos, acendo um cigarro e sou assaltada por uma torrente de recordações.
Tenho duas almas em guerra e sei que nenhuma vai ganhar... Again...
Metade de mim - o resquício de racionalidade que de vez em quando habita em mim - quer fugir enquanto pode (certa, porém, que este exacto momento seria já tarde demais). A minha faceta emotiva sabe que já não consigo e decidiu, de novo, dançar o tango com a vida.
Aos 33 anos estou, pois, neste registo. O papel que reservei a mim mesma desde a famosa queda livre é aquele em que nado como ninguém. Se estivesse ao meu alcance controlar tudo, o que escolheria ser era justamente a mulher que se tornou a minha imagem de marca. Fria,inantingível, sem qualquer vestígio de emoção. Esse meu lado nunca chorou por motivo diverso da mais pura raiva.
Sucede, porém, que a espaços a outra vai fazendo umas aparições. E estou assustadíssima. Ironicamente, já que dizem de mim que sou a mulher sem medo, o que mais me assusta sou eu própria.
2 comentários:
Mentira! Só quem não conhece o doce que você é. Já lho digo há muitos anos: o seu maior encanto é que você tem a ingenuidade, a candura e a generosidade de uma criança e, ao mesmo tempo, uma alma de Mulher.
Minha querida, ambos sabemos que você até tem as maiores razões do mundo para estar assustada mas é a "eterna vela ao vento". E, no limite, você sabe muito bem que essa sua enorme e muito bem-sucedida fachada não passa disso mesmo. Nada da mulher que você descreve tem alguma coisa a ver com o que você é mas apenas com a mulher que você finge, há muitos anos, ser.
M.
Dupla mentira...
Porque eu sou ambas. E, depois de uma frase que acabei de ouvir, acho que voltei ao meu registo habitual...
Falamos logo.
Enviar um comentário