domingo, julho 25, 2010
Highway to hell
Recebo um daqueles telefonemas, em pleno casamento do meu pai, a dar-me conta que também tu baixaste os braços. Recebo este telefonema ao som do Damien Rice, envolta num vestido cor-de-rosa que me faz quase parecer uma daquelas princesas com que as miúdas sonham. E só consigo pensar que algo de profundamente errado se está. Algo de tão errado que já nem tenho espaço dentro de mim para saber se devo chorar ou rir à gargalhada. Rir num acesso daqueles que me é tão típico, daqueles que me dá quando sinto que está tudo tão errado, tudo tão profundamente perdido, que só resta o prazer do riso. Daquele riso que qualquer alma de humor caustico gosta de dar, numa estratégia de bofetada de luva branca ao destino. E, por isso, só me recordo da célebre frase do Tiago Duarte, quando dizia que não morríamos mas antes nos encontraríamos no inferno. Nós os dois muito em particular. A diferença é que, neste momento, não me apetece acelerar o processo. E tu, quando te levantares, perceberás que também não o queres.
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1 comentário:
Tu és, sem sombra de dúvida, o nosso astro rei. Não se trata de seres a única mulher. É porque és única. Fizeste-me rir logo que entraste no quarto, em modo Marilyn Monroe. Estavas linda. Obrigado por lá teres estado e por me teres animado. Gosto muito de ti, independentemente de tudo.
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