segunda-feira, outubro 01, 2007

Ainda a Beatriz

A semana passada lá decidi novamente ir contribuir para a riqueza do Grupo Mello.
Dei entrada na CUF Descobertas, de livro debaixo do braço e munida de alguma paciência.
Passadas três horas, cinco tubos de sangue tirados, um desmaio e uns cigarros, lá me foi dado (mais) um diagnóstico.
A coisa não está famosa, já sabia. Mas o inevitável aconteceu: logo a seguir a avisar-me que não posso engordar mais de cinco quilos, a médica diz-me que eu não posso engravidar. Agora não, por causa dos drunfos. Depois, em princípio também não porque não vou aguentar o peso (admitindo que consigo vencer esta porcaria sem precisar de medicamentação forte o resto da minha vidinha...). "Isto", entenda-se, parece ser uma variante do lúpus. Mas parece apenas. Porque em mim, definitivamente, as aparências iludem. Basicamente, o meu corpo acha que o meu corpo é inimigo. Bem que eu aos catorze dizia que era a pior inimiga de mim mesma. Escusava era de ser tão literalmente.
Posto isto, Sábado fui a um casamento. Durante a missa, estive com o João Felipe ao colo e pensei: "Que merda! Uma coisa é eu não querer, outra é dizerem-me que não posso ter".
Logo agora, que as crianças me adoram e eu começo a entender-me com elas.
Enfim... Pelo menos vou poder gastar em cremes, livros e roupa o que os outros gastam em creches.

1 comentário:

Magucha disse...

Podes sempre ser a tia que os estraga de mimos, e não tem de trocar fraldas nem pôr de castigo e coisas mais chatas.

Mas é chato ouvir dizer que não se pode. É indiferente se se quer ou não. Deveria ser a própria pessoa a decidir se pode ou não.