Ela insinua-se devagar.
Primeiro os pulsos. Depois os pés. A seguir os cotovelos.
(Pergunta-se: Ainda irei ter dor de corno?!!!)
Fujo de fazer os exames com medo de ouvir o que não quero. Enquanto são só dores, toma-se umas coisas e assobia-se para o lado. Mas eu vou sendo compelida a admitir que avança sobre mim a um ritmo estonteante.
Tenho (ainda) trinta anos. E, já agora, gostava de os poder viver com tudo aquilo a que tenho direito. Saltos altos e umas noites de dança. Escrever a minha história. É pedir demais?
(No meio disto, ignorando todos os conselhos, fui à praia. Posso estar doente mas, pelo menos, estou bronzeada.)
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