Gabinete de Sócrates diz que PM esperava arquivamentoO primeiro-ministro «nunca esperou» outro resultado que não o arquivamento do inquérito à sua licenciatura, hoje determinado pela Procuradoria-Geral da República, disse à Agência Lusa o gabinete de imprensa de José Sócrates.
O gabinete de imprensa de São Bento, em nome do primeiro-ministro, considerou que o arquivamento do processo «deixa ainda mais claro» que existiu uma campanha com o objectivo de «caluniar e atacar pessoalmente» o chefe do Governo.
«O primeiro-ministro nunca esperou outro resultado que não aquele que o inquérito veio a apurar, mas a verdade é que a conclusão deste processo deixa ainda mais claro o que muitos portugueses certamente já tinham percebido: a campanha desenvolvida contra o primeiro-ministro foi uma campanha totalmente destituída de fundamento e não teve outro objectivo senão o de caluniar e atacar pessoalmente o primeiro-ministro», referiu o gabinete do chefe do Governo.
A Procuradoria-Geral da República arquivou hoje o inquérito à licenciatura em Engenharia do primeiro-ministro José Sócrates, considerando que da análise aos elementos de prova recolhidos resultou «não se ter verificado» a prática de crime de falsificação de documento.
O inquérito foi aberto na sequência de uma queixa apresentada pelo advogado José Maria Martins, que entre outros clientes representa o ex-motorista casapiano Carlos Silvino da Silva, um dos sete arguidos no «processo Casa Pia».
Em comunicado hoje divulgado, a PGR esclarece que, «em 13 de Março de 2007, um ilustre advogado denunciou ao Procurador-Geral da República um crime de falsificação de documento autêntico, envolvendo a licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente (UnI) de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa».
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