terça-feira, dezembro 18, 2007

O homem dos olhos azuis.

Lembro-me perfeitamente do primeiro beijo.
Quando se tem vinte anos e se é beijada por uma pessoa assim fica-se sempre na dúvida se fomos nós que subimos a escadaria ou se, ao invés, foi o outro que a desceu.
Desse esse momento até agora, muito mudou.
Principalmente os meus sentimentos e a forma como me relaciono com o mundo.
E com ele.
Mas eu tenho memória. E a minha memória não esquece o muito que ele fez por mim.
Ao ouvir a voz no meu gravador, recordei velhos tempos. Como ele bem disse, foram tempos infeliz com coisas muito boas.
Nunca mais os poderemos repetir. Ambos sabemos isso. Aqueles tempos tinham um encanto que se desvaneceu. Não por nossa culpa mas pela própria voragem do tempo.
Isso não é trágico. É, apenas, o curso da vida. Trinta anos são uma imensidão.
Temos as bases para uma enorme amizade.
No fundo, nada mais permanece.
Obrigada.
Foi um principe, sem ser Maquiavel.

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