Nunca liguei muito às eleições na América porque desde logo um país que elege Bush diz muito sobre si mesmo. Não sou contra os EUA nem a favor. Têm coisas fantásticas (os meus realizadores e escritores preferidos, com excepção da Simone Beauvoir, são americanos) e outras más.
Não obstante, nestas últimas dei por mim a desejar que ganhasse o candidato democrata. Não por ser preto ou mulato (até acho que a constante referência à cor dele é, em si mesma, um exercício de racismo)mas pelo seu inegável nível. Pelo conteúdo dos seus discursos. Pelo carisma.
Agora que eu ganhou, tenho esperança num mundo novo. Um mundo novo diferente de O Admirável Mundo Novo
4 comentários:
Somos duas!
Luther King, Kennedy, agora o Obama. A ver se é desta...
Beijinhos
"Agora que eu ganhou"...
Isso é que foi um acto falhado.
Penso exactamente como tu: a constante referência oa facto de ele ser preto é em si racismo. Está-se contantemente a denotar a diferença e isso é racismo.
Caro Anónimo:
Não foi um acto falhado coisa nenhuma. Odeio eleições.
As únicas vezes que concorri a sério a alguma coisa até fui eleita e foram os anos mais longos da minha vida...
Só de me lembrar, fico logo doente.
Ptrícia e Kitty:
Beijinhos a ambas.
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