quarta-feira, junho 13, 2007

O diabo ao luar

Uma noite, há muitos anos atrás, ouvi esta frase assassina:
"Enquanto te abraço e me deixo levar por esta música, sinto-me a dançar com o diabo ao luar."
Hoje, olho para mim no espelho, e penso: "Quem me dera voltar a ser diabo".
E pronto.
Vou curar a gripe. Beber chá com limão e tentar adivinhar que raio me vai acontecer a seguir.
Já sei. Fazer um recurso que não me apetece nada.

2 comentários:

Anónimo disse...

A alcunha que lhe assenta é a de cara de anjo mau. Sempre foi e sempre será. Não porque seja realmente má. Porque, quando o quer, parece.
Falar-se no diabo a seu respeito é uma tontice. No caso a que se refere ( e acho que sei) era porque a minha querida era desconcertante, punha em crise o edifício lógico do indíviduo numa fracção de segundos ao mesmo tempo que pintava os lábios, como se nada fosse. Tinha estado ali ele anos e anos a sedimentar um conjunto de ideias e vinha uma mulher - quase mulher, porque era muito novinha - e estragava aquilo tudo. Assim, como quem não quer coisa. Com um sorriso nos lábios.
Quem a conhece sabe que você é muito generosa. Simultaneamente, muito exigente.
Diabo?! Só porque é tentadora.
Porém, continuo a dizer-lho. É bonita, sim. O melhor, contudo, não se vê.
Beijo

Xaxão disse...

Olá!
Regressada das brumas da gripe, resta-me dizer duas coisas: 1.º Isto sem base já não vai lá; 2.º Quando o disse que queria ser "diabo" era porque senti algumas saudades desse tempo. Da disponibilidade que tinha.
Bonita?! Recordo as palavras do meu amigo Rodrigo: "nunca me deitei com mulheres feias mas já acordei ao lado de várias".
E a beleza não serve para nada...