"A mermaid found a swimming land Picked him for her own, Pressed her body to his body, Laughed; and plunging down Forgot in cruel happiness That even lovers drown" William Yeats
what i am to you is not real what i am to you you do not need what i am to you is not what you mean to me you give me miles and miles of mountains and i’ll ask for the sea
Se a percebi bem - o que me parece ser curial já que já a ouvi declamar este poema antes - está pronta para ir direitinha ao abismo. Sempre em grande estilo. Minha querida, um dia esse fulgor, a frescura do seu riso e a força que a mantém à tona, desparece. Como aquela imagem do Era uma vez na América que tanto a faz chorar. Chegada aí, o que lhe vai restar? Esqueletos de recordações num cemitério em que transformou a vida. E, uma vez confrontada com isso, não tenho grandes dúvidas que fará por ter o destino que escreveu. Só que aí eu poderei já não estar cá para a segurar e dançar consigo. Os seus amigos terão filhos e prestações de casas e de carros. Não faça por ter o que julga que a vida lhe reservou. A vida já a maltratou o suficiente. E todos perdemos muito com isso.
Não consigo dominar Este estado de ansiedade A pressa de chegar P’ra não chegar tarde Não sei de que é que eu fujo Será desta solidão Mas porque é que eu recuso Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar Porque até aqui eu só
Quero quem Quem eu nunca vi Porque eu só quero quem Quem não conheci Porque eu só quero quem Quem eu nunca vi Porque eu só quero quem Quem não conheci Porque eu só quero quem Quem eu nunca vi
Esta insatisfação Não consigo compreender Sempre esta sensação Que estou a perder Tenho pressa de sair Quero sentir ao chegar Vontade de partir P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar Porque até aqui eu só
Estou bem Aonde não estou Porque eu só estou bem Aonde eu não vou Porque eu só estou bem Aonde não estou Porque eu só estou bem Aonde não vou Porque eu só estou bem Aonde não estou
António Variações
p.s. - Se queres mudar, muda para melhor. Para quase igual ou pior, não vale a pena!
O problema sou eu. Fui sempre. A música do António Variações aplica-se bem. Não sei se posso sequer falar de troca. O que eu sei é que todos os dias acordo a pensar :"não se consegue contrariar a nossa própria natureza". Principalmente, uma como a minha. Que explode. Eu tentei. Juro que tentei. Tentei com todas as minhas forças. Reprimi tudo, afastei-me do curso normal da minha vida, incompatível com o estatuto de casada. Mas, no final e volvidos seis anos, quando me vejo no espelho, quem encaro é a mesma de sempre. E essa precisa de estar apaixonada. Era fácil mentir. Foi fácil tentar fingir que não estava a perceber o que se estava a passar. Uma noite desta, a Cold Water disse-me uma frase que me fez gelar. E nunca mais consegui continuar na mentira. Se sei que estou novamente à beira do abismo? Ainda não me sinto lá. Mas sei que o mais provável é desembocar ali. Se tenho medo? Imenso. Mas ninguém consegue contrariar a sua natureza...
7 comentários:
O damien serve-me para quase tudo...
what i am to you is not real
what i am to you you do not need
what i am to you is not what you mean to me
you give me miles and miles of mountains
and i’ll ask for the sea
Ainda...
Sleep. Dont weep,
My sweet love.
Your face, it's all wet.
And your day was rough.
So do what you must do
To find yourself
Para mim serve... "It can´t rain all the time"
P
Se a percebi bem - o que me parece ser curial já que já a ouvi declamar este poema antes - está pronta para ir direitinha ao abismo. Sempre em grande estilo.
Minha querida, um dia esse fulgor, a frescura do seu riso e a força que a mantém à tona, desparece.
Como aquela imagem do Era uma vez na América que tanto a faz chorar.
Chegada aí, o que lhe vai restar? Esqueletos de recordações num cemitério em que transformou a vida.
E, uma vez confrontada com isso, não tenho grandes dúvidas que fará por ter o destino que escreveu. Só que aí eu poderei já não estar cá para a segurar e dançar consigo. Os seus amigos terão filhos e prestações de casas e de carros.
Não faça por ter o que julga que a vida lhe reservou. A vida já a maltratou o suficiente.
E todos perdemos muito com isso.
Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
António Variações
p.s. - Se queres mudar, muda para melhor. Para quase igual ou pior, não vale a pena!
O problema sou eu. Fui sempre.
A música do António Variações aplica-se bem.
Não sei se posso sequer falar de troca. O que eu sei é que todos os dias acordo a pensar :"não se consegue contrariar a nossa própria natureza". Principalmente, uma como a minha. Que explode.
Eu tentei. Juro que tentei. Tentei com todas as minhas forças. Reprimi tudo, afastei-me do curso normal da minha vida, incompatível com o estatuto de casada.
Mas, no final e volvidos seis anos, quando me vejo no espelho, quem encaro é a mesma de sempre. E essa precisa de estar apaixonada.
Era fácil mentir. Foi fácil tentar fingir que não estava a perceber o que se estava a passar.
Uma noite desta, a Cold Water disse-me uma frase que me fez gelar.
E nunca mais consegui continuar na mentira.
Se sei que estou novamente à beira do abismo? Ainda não me sinto lá.
Mas sei que o mais provável é desembocar ali.
Se tenho medo? Imenso.
Mas ninguém consegue contrariar a sua natureza...
Não queria essa responsabilidade...
Não mesmo...
Espero que sejas feliz em qualquer dos caminhos que escolheres
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