O Rodrigo, o meu amigo Rodrigo, vai-se casar. Pela igreja, com copo de água convencional e tudo.
O Rodrigo é uma daquelas almas de que eu gosto muitíssimo. O que se ri de tudo e dele próprio. O que me faz rir sem parar. Acendemos cigarros, bebemos cafés a um ritmo estonteante, destilamos histórias antigas e recentes. Como sucede com grande parte dos meus amigos, o Rodrigo é do PSD. Ferrenho. De todos eles, foi o que subiu mais alto. Mas é a simplicidade em pessoa. Ele goza com o mundo que escolheu e faz a sátira desses medíocres num ápice.
A noite de ontem - e o esforço que eu fiz para ir ao Bar do Guincho! - foi memorável e devolveu-me alguma daquela alegria de viver que, por vezes - se calhar, por demasiadas vezes - me escapa. Fez-se um barrulho enorme. Risos e gargalhadas a alto e bom som. Asneirada da grossa e toda a sorte de palavrões. Outra das virtualidades dele é que eu me sinto liberto para dizer o que penso. E falamos de igual para igual. Com palavrões de meia-noite. E há outra forma de falar, com sinceridade, de política?!
Obrigada, Rodrigo. Não por me teres convidado para o teu casamento mas por me deixares entrar na tua vida.
E, como é óbvio, que o teu sorriso se mantenha. Para sempre.
Sem comentários:
Enviar um comentário